Estudar e compreender a
comunicação e seus ramos é desafio que não esmorece à medida em que avançam as
pesquisas no Brasil. O processo de digitalização das mídias transforma o
espectro de atuação de profissionais vinculados a processos comunicacionais em
algo ainda mais vasto, espraiando-se para atividades que há apenas duas décadas
encontravam-se restritas à informática, ao desenho industrial ou às
telecomunicações. O advento da interação em plataformas de comunicação ocasiona
uma revolução de efeitos ainda imprecisos para a democracia e a liberdade de
expressão. Essa
interação, permitida pelo progresso tecnológico que proporciona bancos de
dados inimagináveis há 30 anos, reunindo em portais cada vez mais complexos
material em vídeo, áudio, videojogos, texto, desperta-nos para uma revolução
comunicacional. A comunicação de massa deixa de ser a protagonista que imperou
até o final do século 20 e, paulatinamente, cede espaço à comunicação digital
fragmentada, por meios cada vez mais numerosos. Bens de consumo ainda
acessíveis a poucos no Brasil, a TV com internet, os tablets, e os smartphones
de última geração oferecem ao público a prerrogativa de escolher entre
aplicativos e conteúdos extremamente diversificados.
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