A presente dissertação versa sobre as relações entre o movimento formado
por sete arquitetos milaneses, em 1926, o Gruppo 7, que viria a ser conhecido
como “Racionalismo italiano”, e o regime político sob o qual ele floresceu, o
Fascismo de Benito Mussolini (1922-1942), na Itália. A questão central é a
aparente contradição em que um movimento modernista de vanguarda teria surgido
e se desenvolvido sob a égide de um regime considerado retrógrado, conservador
e antimodernista; esse caso foi uma exceção na história do modernismo em Arquitetura,
uma vez que em outros países europeus, nos quais regimes totalitários análogos
foram instituídos, os movimentos modernistas foram sufocados. A partir da análise
das idiossincrasias do caso, bem como de aportes recentes de estudos sociológicos
sobre o Fascismo, conclui-se que tal contradição pode ser dissipada, uma vez
que ambos os movimentos, tanto o Racionalismo italiano como o Fascismo apresentavam
características convergentes. As principais foram o sincretismo e a crença no
mito de palingenesia, que possibilitaram uma espécie de convivência frutuosa.
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