As mediações desencadeadas a partir das novas tecnologias de informação e
comunicação (NTIC) complexificam-se e rompem as relações sociais
tradicionais, instaurando um novo olhar sobre o trabalho infantil. Esse
processo construído em rede desencadeia novas possibilidades que tendem
tanto a favorecer formas mais sofisticadas de exploração social, quanto a
desmantelar, de forma irreversível, tal dinâmica. Toda a criança, não mais somente a criança pobre (baixa
renda), vem sendo adultizada precocemente. O trabalho da criança
abastada assume hoje outra dimensão, enquadrando-se igualmente no ponto
nevrálgico da questão que é o roubo da infância. Face ao dinamismo dos fenômenos na Terceira Revolução
Industrial, estratégias de enfrentamento ao trabalho infantil passam
necessariamente pela construção de redes, de vínculos, de planejamento
frente aos inúmeros possíveis associados às novas mediações. Os
exploradores de crianças lançam mão das novas mediações para realizarem o
roubo da infância. Impõe-se a utilização das novas tecnologias por
parte daqueles que querem garantir os direitos das crianças e erradicar o
trabalho infantil. Daí se constituírem como estratégias urgentes ao
enfrentamento desse problema secular, a instrumentação dos órgãos de
defesa e o investimento na formação de seus agentes.
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