A ideia de se medir, ainda que parcialmente, a heterogeneidade por meio
do diferencial de produtividade, traz em si um problema, que é o de como
calculá-la. Utilizar a receita bruta, ou o valor da transformação
industrial, por exemplo, superestima a produtividade, na medida em que
ficam encobertos todos os contratos de terceirização. Desse modo, uma
mesma receita (ou produto) pode ser gerada com menos pessoas ocupadas,
elevando a medida de produtividade artificialmente. No caso deste
artigo, que trata da heterogeneidade regional, foram buscadas duas bases
de informação que dessem conta, inclusive, da parcela informal da
economia: para tanto, foi utilizada a base das Contas Regionais do
Brasil, de 1996 a 2008 (calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística − IBGE e pelos institutos estaduais de estatística), que
fornece o valor adicionado para cada Unidade da Federação (UF), e
confrontá-la com a base de pessoal ocupado fornecida pelas Pesquisas
Nacionais por Amostra de Domicílios (Pnads), também para cada UF. Com
isso, agrupam-se tanto as parcelas formais quanto as informais da
economia.
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