Adorno, cujo ensino de Estética se estendeu ao longo dos anos 50 e 60,
comporia, com a Teoria Estética, a Dialéctica Negativa e outra obra de
filosofia moral que nunca chegou a ser concretizada devido à sua morte
inesperada em 1969, um tríptico central da sua produção. A reflexão
estética constitui para o autor o lugar nodal em que confluem e se
entrecruzam todas as dimensões da reflexão sobre a sociedade
contemporânea. É em torno da recusa de todo o tipo de fetichismos que se
articula a estratégia teórica de Adorno em toda a sua obra. O autor,
que durante toda a sua vida teve como principal preocupação a
preservação da sua integridade intelectual e a continuidade da sua
personalidade, encontrava na arte o potencial crítico capaz de libertar o
sujeito da fraude da subjectividade. Teoria Estética constitui uma
reflexão sobre a arte moderna, mais concretamente sobre a situação,
estatuto e função da arte na era da sua autonomia, passível a partir do
estabelecimento das relações de produção capitalista.
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