Que políticas o Estado brasileiro tem adotado em relação a seus
emigrantes? Como essa política tem evoluído? Quais são as motivações e
os propósitos dessa orientação e a quem se destina prioritariamente?
Estas são algumas das questões que Fernanda Rais Ushijima analisa e para
as quais ela busca respostas neste trabalho. Fruto das indagações da autora sobre as responsabilidades e a atuação
dos países de origem dos emigrantes de modo geral e, em especial, do
Brasil, em relação à emigração, a obra aborda a adaptação do Estado
brasileiro nessa área entre 1990 e 2010, enfocando as mudanças
estruturais promovidas no Ministério das Relações Exteriores. As conclusões da autora sustentam-se nessas mudanças. Ela escreve: "A
política para os brasileiros no exterior representa uma tentativa de
extensão da soberania para além do território contíguo, por meio da
extensão de direitos, que implica também deveres, e da formalização das
remessas, o que as colocam sob controle fiscal". A obra trata não somente da política voltada para os brasileiros que
deixaram o país, mas também à destinada a seus descendentes nascidos no
exterior, mostrando que a legislação abrange, além da "cidadania
emigrante", a "cidadania extraterritorial".
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