José Artur Molina busca nesta obra identificar na sociedade
vienense de fins do século XIX as razões que levaram Sigmund Freud a
analisar as mulheres a partir de um ponto de vista essencialmente
falocêntrico. Naquela época, Viena, capital do Império Austro-Húngaro,
assistia a uma verdadeira revolução social, política e cultural, que
seria o canto do cisne de sua frágil construção política que se
desintegraria depois da I Guerra Mundial. Este cenário borbulhante
forneceria as condições ideais para o nascimento da psicanálise. Freud
construiu uma teoria singular, com conceitos como inconsciente, pulsão e
um método que incluía a escuta, a associação livre e a transferência.
As mulheres histéricas foram as protagonistas desta criação. Freud
encontra a razão do sofrimento delas: o cerceamento de seus desejos. A
psicanálise revoluciona o tratamento das histerias, mas seu conceito de
feminino se enclausura numa lógica fálica. Molina tenta desvendar
porque isto aconteceu, não apenas discutindo as imagens de mulheres
presentes na obra de Freud, mas também as construções femininas de
autores vienenses seminais, como o romancista Schnitzler e o pintor
Klimt, e o quanto tais concepções se deviam ao visível colapso das
condições estabelecidas para a mulher e às mudanças que estavam
perceptivelmente a caminho na Viena da Belle Époque.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui.
O site pede cadastro. É fácil, rápido e vale a pena.
O site pede cadastro. É fácil, rápido e vale a pena.
Nenhum comentário:
Postar um comentário