É tentador determo-nos nas semelhanças entre o marxismo, a esquerda
hegeliana, e a sua contraparte fascista. Seria, no entanto,
absolutamente injusto passar por cima da diferença que os separa. Embora
a sua origem intelectual seja praticamente idêntica não pode haver
dúvidas quanto ao impulso humanitarista do marxismo. Para mais, em
contraste com os hegelianos de direita, Marx tentou honestamente aplicar
métodos racionais aos problemas mais prementes da vida social. O valor
desta tentativa não é prejudicado pelo facto de que, como tentarei
mostrar, tenha sido em grande parte mal sucedida. A ciência progride por
tentativa e erro. Marx tentou, e embora tenha errado nas suas
principais doutrinas, não tentou em vão. Abriu e aguçou os nossos olhos
de muitas maneiras. É inconcebível um regresso à ciência social
pré-marxista. Todos os autores modernos estão em dívida para com Marx,
mesmo que não o saibam. Isto é especialmente verdade quanto àqueles que
discordam das suas doutrinas, como eu; e admito sem reservas que o meu
tratamento de Platão e de Hegel, por exemplo, tem o selo da sua
influência.
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