Parece estranho à primeira vista tratarmos do tema da ausência, tão caro
à antropologia, à semiótica e às artes. Para tanto, procederemos
inicialmente a uma breve conceituação do termo, para depois passarmos a
um curto panorama da produção cinematográfica dos últimos 20 anos na
Alemanha, que geralmente acompanha tendências semelhantes na literatura.
Verificaremos em que medida podem ser detectados elementos de ausência
no cinema pós-muro na Alemanha. Em seguida, procederemos a uma análise
de planos fílmicos de três filmes nos quais se evidencia a questão da
ausência. Para este trabalho, utilizaremos como base teórica
considerações de Lehmann/Weibel, Bernhard Waldenfels, Gilles Deleuze e
Michel Chion.
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