Volta e meia nos deparamos com alguém que nos indaga acerca da atualidade ou inatualidade de uma determinada obra ou de um determinado autor. Quando uma questão como essa é levantada no campo filosófico ou no das ciências humanas, ela pode traduzir uma série de inquietações, dentre as quais a mais corriqueira talvez seja a seguinte: tal obra ou tal autor permanece capaz, passados anos, décadas ou séculos, de dar inteligibilidade ou fornecer respostas aos problemas e impasses que emergem e tomam corpo em nossa sociedade? Uma inquietação, pois, voltada para o que se experiência no presente, Por outro lado, esse incômodo não é meramente intelectual:vive-se entre o cinismo e o niilismo; isso nos afeta, isso cansa! Portanto, isso pede passagem.
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