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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Roberto Machado - Deleuze, A Arte E A Filosofia














Fazer história da filosofia é uma atividade frequentemente entendida como menor. Quando muito, é encarada como uma propedêutica à filosofia. Poderíamos interpretar desse modo a necessidade que grandes filósofos têm de repassar as posições clássicas em relação aos problemas antes de apresentarem a sua posição particular. É também assim que se afirma que não existe filosofia no Brasil, pois, segundo essa perspectiva, somos incapazes de fazer filosofia justamente porque ainda não ultrapassamos a posição de "comentadores", como se não tivéssemos posições próprias frente aos problemas filosóficos. O mais recente livro de Roberto Machado, Deleuze, a Arte e a Filosofia, mostra o equívoco dessa tese por dois motivos. Ao assumir o compromisso de não "desconhecer [a] lógica profunda ou [o] caráter sistemático" da obra de Gilles Deleuze, Machado é constrangido a desviar o foco do filósofo francês para reencontrá-lo sempre em outro lugar que não nele mesmo. Porque Deleuze fez de sua obra um "teatro filosófico" (a expressão é de Michel Foucault) onde é realmente difícil fixar a identidade de quem fala. As leituras deleuzianas da história da filosofia são repetições que sempre produzem uma novidade radical até então insuspeita, assim são verdadeiras criações.

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domingo, 21 de agosto de 2016

Gilles Deleuze & Félix Guattari - Mil Platôs Vol. V
















Sequência às teses de O anti-Édipo, contendo todos os componentes de um tratado de filosofia clássica - ontologia, física, lógica, psicologia, moral, política e estética. A obra é organizada em quinze "platôs", que podem ser lidos de forma independente. O volume 5 inclui os platôs 12) 1227 - Tratado de nomadologia: a máquina de guerra; 13) 7.000 a.C. - Aparelho de captura; 14) 1440 - O liso e o estriado; e 15) Conclusão: Regras concretas e máquinas abstratas. Na presente edição foram acrescentados a indicação das páginas da edição original francesa, índice onomástico, índice das matérias e uma bibliografia de Deleuze e Guattari.

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Gilles Deleuze & Félix Guattari - Mil Platôs Vol. IV
















Sequência às teses de O anti-Édipo, contendo todos os componentes de um tratado de filosofia clássica - ontologia, física, lógica, psicologia, moral, política e estética. A obra é organizada em quinze "platôs", que podem ser lidos de forma independente. O volume 4 inclui os platôs 10) 1730 - Devir-intenso, devir-animal, devir-imperceptível...; e 11) 1837 - Acerca do ritornelo. Na presente edição foram acrescentados a indicação das páginas da edição original francesa, índice onomástico, índice das matérias e uma bibliografia de Deleuze e Guattari.

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Gilles Deleuze & Félix Guattari - Mil Platôs Vol. III
















Sequência às teses de O anti-Édipo, contendo todos os componentes de um tratado de filosofia clássica - ontologia, física, lógica, psicologia, moral, política e estética. A obra é organizada em quinze "platôs", que podem ser lidos de forma independente. O volume 3 inclui os platôs 6) 28 de novembro de 1947 - Como criar para si um Corpo sem Órgãos?; 7) Ano zero - Rostidade; 8) 1874 - Três novelas ou "O que se passou?"; e 9) 1933 - Micropolítica e segmentaridade. Na presente edição foram acrescentados a indicação das páginas da edição original francesa, índice onomástico, índice das matérias e uma bibliografia de Deleuze e Guattari.

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Gilles Deleuze & Félix Guattari - Mil Platôs Vol. II
















Sequência às teses de O anti-Édipo, contendo todos os componentes de um tratado de filosofia clássica - ontologia, física, lógica, psicologia, moral, política e estética. A obra é organizada em quinze "platôs", que podem ser lidos de forma independente. O volume 2 inclui os platôs 4) 20 de novembro de 1923 - Postulados de linguística; e 5) 587 a.C.-70 d.C. - Sobre alguns regimes de signos. Na presente edição foram acrescentados a indicação das páginas da edição original francesa, índice onomástico, índice das matérias e uma bibliografia de Deleuze e Guattari.

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Gilles Deleuze & Félix Guattari - Mil Platôs Vol. I
















Sequência às teses de O anti-Édipo, contendo todos os componentes de um tratado de filosofia clássica - ontologia, física, lógica, psicologia, moral, política e estética. A obra é organizada em quinze "platôs", que podem ser lidos de forma independente. O volume 1 inclui os platôs 1) Introdução: Rizoma; 2) 1914 - Um só ou vários lobos?; e 3) 10.000 a.C. - A geologia da moral (quem a Terra pensa que é?); além do prefácio à edição italiana escrito pelos autores em 1987. Na presente edição foram acrescentados a indicação das páginas da edição original francesa, índice onomástico, índice das matérias e uma bibliografia de Deleuze e Guattari.

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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Helio Rebello Cardoso Jr. - Pragmática Menor Em Gilles Deleuze














Gilles Deleuze estabeleceu uma metáfora que mostra bem o desafio de comentar a obra de um pensador. Ela consiste em pensar esse processo como o arremesso de um dardo em que uma geração recebe o objeto de um lançador e, para valorizar esse esforço, é necessário enviá-lo cada vez mais longe, onde alguém dará seguimento ao processo. O autor busca seguir o conselho de Deleuze para que esta ação tenha sucesso, ou seja, aumentar as distinções que o pensador prévio, o que significa, na pragmática da atividade crítica, abrir no campo das idéias do intelectual que se está estudando uma fresta que permita retirar algum elemento novo. Surge, assim, um problema filosófico presente em um pensamento, mas que não havia sido antes formulado explicitamente. Ele é visto como “menor”, segundo o filósofo, por se desvincular das grandes linhas de senso comum, consideradas majoritárias, que nutrem uma opinião em torno de certa centralidade reconhecida como evidente. A partir dessa perspectiva, o livro percorre um plano conceitual que circunscreva, por meio de noções e conceitos apropriados, o que efetivaria essa pragmática segundo as coordenadas filosóficas do pensamento de Gilles Deleuze. A vinculação, nesses termos, entre filosofia da imanência e empirismo é a aposta ontológica maior.

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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Gilles Deleuze - A Filosofia Critica De Kant














Numa exposição tão sintética quanto rigorosa. Gilles Deleuze põe ao alcance dos leitores aquilo que constitui A filosofia crítica de Kant. Deleuze situa-nos aqui no coração da «revolução copernicana» de Kant: a faculdade de conhecer como legisladora, a submissão necessária do objeto ao sujeito, o homem verdadeiro legislador da Natureza. Neste contexto, é importante o problema da relação entre as três faculdades ativas (imaginação, entendimento, razão), que é analisado nas três grandes Críticas (Crítica da Razão Pura, Crítica da Razão Prática e Crítica da Faculdade de Julgar).
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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Gilles Deleuze - O Homem, Uma Existência Duvidosa














Resenha publicada no Le Nouvel Observateur sobre o livro As palavras e as coisas, de Michel Foucault.

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Daniel Lins & Sylvio Gadelha (Orgs.) - Nietzsche E Deleuze: Que Pode O Corpo














Volta e meia nos deparamos com alguém que nos indaga acerca da atualidade ou inatualidade de uma determinada obra ou de um determinado autor. Quando uma questão como essa é levantada no campo filosófico ou no das ciências humanas, ela pode traduzir uma série de inquietações, dentre as quais a mais corriqueira talvez seja a seguinte: tal obra ou tal autor permanece capaz, passados anos, décadas ou séculos, de dar inteligibilidade ou fornecer respostas aos problemas e impasses que emergem e tomam corpo em nossa sociedade? Uma inquietação, pois, voltada para o que se experiência no presente, Por outro lado, esse incômodo não é meramente intelectual:vive-se entre o cinismo e o niilismo; isso nos afeta, isso cansa! Portanto, isso pede passagem.

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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Gilles Deleuze - Lógica Do Sentido














A partir de "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll, Deleuze procura estabelecer uma teoria do sentido utilizando como termo de comparação o pensamento estóico. Ao retomar estes dois precursores e levá-los à frente, em sua indagação, o autor cria uma perspectiva que não só surpreendeu, quando do seu aparecimento, como continua a surpreender a nova geração de leitores e a proporcionar-lhes parâmetros que contradizem a lição do cotidiano, mas que estabelecem as bases de um novo espaço do pensamento.

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Gilles Deleuze & Félix Guattari - Kafka: Por Uma Literatura Menor














O trabalho crítico de Deleuze e Guattari é de uma importância essencial para o conhecimento da obra de Kafka, sendo a pessoa do escritor, simultaneamente, bem reconhecível nessa exigência que Kafka se impunha através da literatura. Deleuze e Guattari disponibilizam-nos a arquitectura rizomática da obra, uma literatura frequentemente escamoteada pelo artifício falacioso utilizado por alguns intérpretes. O alemão, que Kafka nunca aceitou como língua materna, avivou, desse modo, a sensibilidade excessiva e autêntica que o escritor sentia pela linguagem, levou-o continuamente a uma confrontação com a tradição que o rodeava: Kafka Judeu Checo escrevendo em alemão. Escrita de uma vivida disjunção, literatura em diáspora, arrastada para um exílio intérmino, a obra de Franz Kafka é, desta vez, submetida a uma apreciação que ultrapassa, de muito, a análise possível, destituindo-a do pressuroso miserabilismo que todos os disparatados mitógrafos lhe atribuíram, ao autor e à obra.

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domingo, 14 de dezembro de 2014

Gilles Deleuze - Diferença E Repetição














No capítulo sobre 'a imagem do pensamento' de 'Diferença e Repetição', Deleuze anuncia claramente os seus objectivos - 'destruição da imagem de um pensamento que se pressupõe a si próprio, génese do acto de pensar no próprio pensamento'. Eis alguém que retoma a pretensão clássica da filosofia de descartar a doxa, recomeçando tudo do zero. Todavia, o projecto crítico de Deleuze pretende ser mais radical do que todos os que o precederam, pretende subtrair todos os pressupostos, explícitos ou objectivos e implícitos ou subjectivos, no intuito de alcançar um 'verdadeiro começo'. Mas como 'começar a pensar', se primeiro é preciso isolar as condições desse começo e fazê-lo precisamente por meio do pensamento? É o que mostra este livro, entre outros temas.

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Gilles Deleuze - Empirismo E Subjetividade














O paradoxo coerente da filosofia de Hume é apresentar uma subjetividade que se ultrapassa e que nem por isso é menos passiva. A subjetividade é determinada como um efeito, é uma 'impressão de reflexão'. O espírito deve sujeito ao ser afetado pelos princípios. A natureza só pode ser cientificamente estudada em seus efeitos sobre o espírito, mas a única e verdadeira ciência do espírito deve ter por objeto a natureza. 'A natureza humana é a única ciência do homem.'

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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Gilles Deleuze - Francis Bacon: Lógica Da Sensação














Um livro filosófico sobre um dos maiores pintores contemporâneos. Deleuze analisa a obra de Bacon, não apenas por considerá-lo um grande artista plástico, mas, por encontrar no pintor irlandês um exercício do pensamento que pretende neutralizar a narração, a ilustração, a figuração. Situa Bacon na história da pintura, privilegiando Cézanne como o pintor de quem mais se aproxima pela importância que a sensação tem em suas obras. Apresenta sua originalidade em relação à pintura abstrata de Mondrian e Kandinsky e ao expressionismo abstrato de Pollock. Estabelece uma aliança entre Bacon e literatos como Kafka, Artaud, Beckett...

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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Éric Alliez - Deleuze: Filosofia Virtual
















O que pretendo aqui fazer, sumariamente, é montar e desmontar um paradoxo com o qual de um modo ou de outro se haverá defrontado todo leitor, amador ou experimentado, de Gilles Deleuze. Pois se é incontestável que os estudos monográficos sobre Hume, Bergson, Nietzsche, Kant ou Espinosa propõem uma verdadeira gênese do pensamento deleuziano, não é menos verdade que a relação de duplicação que Deleuze haverá mantido com a história da filosofia — ver o Prólogo sempre citado de Différence et répétition: “Seria preciso que a resenha em história da filosofia atuasse como um verdadeiro duplo, e que comportasse a modificação máxima própria do duplo” — acaba por semear confusão, não sobre a identidade filosófica de seu pensamento (uma “filosofia da diferença”, segundo a definição mais genérica; ou, mais rigorosamente, uma “filosofia do acontecimento”), mas quanto à prática e à realidade dessa filosofia que não tem de resto outra questão que não a do pensamento e das
imagens do pensamento que a animam.

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