Gilles Deleuze estabeleceu uma metáfora que mostra bem o desafio de
comentar a obra de um pensador. Ela consiste em pensar esse processo
como o arremesso de um dardo em que uma geração recebe o objeto de um
lançador e, para valorizar esse esforço, é necessário enviá-lo cada vez
mais longe, onde alguém dará seguimento ao processo. O autor
busca seguir o conselho de Deleuze para que esta ação tenha sucesso, ou
seja, aumentar as distinções que o pensador prévio, o que significa, na
pragmática da atividade crítica, abrir no campo das idéias do
intelectual que se está estudando uma fresta que permita retirar algum
elemento novo. Surge, assim, um problema filosófico presente em
um pensamento, mas que não havia sido antes formulado explicitamente.
Ele é visto como “menor”, segundo o filósofo, por se desvincular das
grandes linhas de senso comum, consideradas majoritárias, que nutrem uma
opinião em torno de certa centralidade reconhecida como evidente. A
partir dessa perspectiva, o livro percorre um plano conceitual que
circunscreva, por meio de noções e conceitos apropriados, o que
efetivaria essa pragmática segundo as coordenadas filosóficas do
pensamento de Gilles Deleuze. A vinculação, nesses termos, entre
filosofia da imanência e empirismo é a aposta ontológica maior.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui.
O site pede cadastro. É fácil, rápido e vale a pena.
O site pede cadastro. É fácil, rápido e vale a pena.
Nenhum comentário:
Postar um comentário