Anunciar que a literatura está em crise é exercício intelectual talvez milenar. Nas últimas centúrias, a afirmação foi reiterada cada vez mais amiúde, de tal modo que nas décadas que envolvem a mudança de milênio a futurologia tornou-se decreto, quando não obituário. No mesmo passo, porventura igualmente apressado, quando não interesseiro, o renascimento da literatura é celebrado diuturnamente nos cadernos culturais, cadernos que mais se voltam para modas, efemérides e relações políticas e sociais. Discutir a crise da literatura, na proposta do Dossiê desta edição da Guavira Letras, envolve aspectos os mais diversos, nenhum deles abandonando a convicção de que o estado de crise é o modo próprio de ser da literatura, o modo que plasma o seu sentido e sua função na sociedade e para o homem, seja aquele que transita das árvores para as cavernas, seja aquele que confere no relógio atômico a hora exata em que uma nave espacial desembarca a curiosidade humana em longínquo planeta no espaço sideral, seja em sociedade tribal
ágrafa, seja no Vale do Silício, em meio aos computadores mais avançados já concebidos.
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