Anatomia
da Crítica anunciou o caminho próprio que Frye começou a
trilhar em meio ao predomínio do New Criticism. Vale dizer,
em lugar do close reading, técnica de leitura
deliberadamente
cingida à interpretação intensa de uma única obra, o
crítico
canadense sempre se preocupou com o estabelecimento
da
relação de um texto particular com horizontes mais
amplos. Por isso, desde seus primeiros trabalhos, ele se orientou por um
modelo muito diverso da "leitura cerrada",
valorizando antes a
inter-relação de textos numa tradição determinada. Eis, então, seu modo de entender a literatura: ela não
consistiria numa miríade de obras individuais, como, por
exemplo, diria um Benedetto Croce. Pelo contrário, a
experiência literária supõe um vasto conjunto integrado de
formas. A tarefa do crítico seria identificá-las, reconhecendo
seus padrões e recorrências. Anatomia da Crítica leva esse
ambicioso projeto a seu momento definitivo.
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