Jorge Amado narra a história das várias mortes de Joaquim Soares da
Cunha, vulgo Quincas Berro D’água, cidadão exemplar que a certa altura
da vida decide abandonar a família e a reputação ilibada para juntar-se à
malandragem da cidade. Algum tempo depois, Quincas é encontrado sem
vida em seu quarto imundo. Sua envergonhada família tenta restituir-lhe a
compostura, vesti-lo e enterrá-lo com decência; mas, no velório, os
amigos de copo e farra dão-lhe cachaça, despem-no dos trajes formais e
fazem-no voltar a ser o bom e velho Quincas. Levado ao Pelourinho, o
finado joga capoeira, abraça meretrizes, canta, ri e segue a farra em
direção à sua segunda e apoteótica morte.
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