Esta coletânea de ensaios críticos apresenta nova fortuna crítica deste
grande escritor que discute temas ainda inexplorados. Estes artigos são
escritos tanto pelos estudiosos amadianos de renome quanto pelos jovens
que estreiam suas carreiras de críticos, críticos emergentes que
sentiram a necessidade de oferecer uma nova leitura deste escritor
controverso nesta ocasião de centenário. Cobrindo um vasto campo:
literatura, linguística, história, memória e direito. Esses escritores
estão apresentando suas críticas das obras amadianas para chamar
atenção, para desmitificar o mito em torno de Amado e também para
provocar o leitor a reler obras de Amado no novo século com uma nova
perspectiva.
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Convidamos todos os nossos visitantes a conhecerem a nova Biblioteca Virtual Livr'Andante ( www.livrandante.com.br ).
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quarta-feira, 2 de novembro de 2016
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
Jorge Amado - ABC De Castro Alves
Neste ABC de Castro Alves, que define como uma "louvação", Jorge Amado
mostra que sua relação com o "poeta dos escravos" não é apenas de
admiração literária, mas de profunda identificação pessoal, tanto no
plano estético como no político e ético. O autor não se limita a
reconstituir, com talento e imaginação de ficcionista, a vida pública e
privada do retratado, mas busca também fazer reverberar a potência de
sua poesia, cujos motivos centrais são o amor e a liberdade. Jorge
Amado nos mostra que há uma coerência entre a biografia do poeta e sua
poesia. Seus amores intensos, sua ativa militância em prol da Abolição e
da República, sua personalidade arrebatadora, tudo isso se traduz na
veemência de seus versos. Escrevendo em 1941, momento crítico da
Segunda Guerra, quando o Brasil ainda não entrara no conflito, o autor
chama a atenção para o caráter engajado e libertário de Castro Alves.
Nesse contexto se explicam as diatribes de Jorge Amado, nas notas,
contra Machado de Assis e Mário de Andrade, vistos por ele como artistas
que se esquivaram da luta política. Circunstâncias históricas à
parte, ecoam nessas páginas as palavras mais calorosas do poeta que amou
intensamente e conflagrou as ruas de Salvador, Recife, Rio de Janeiro e
São Paulo antes de morrer precocemente, aos 24 anos.
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sexta-feira, 29 de julho de 2016
Jorge Amado - Gabriela Cravo E Canela
Gabriela, cravo e canela narra o caso de
amor entre o árabe Nacib e a sertaneja Gabriela e compõe uma crônica do
período áureo do cacau na região de Ilhéus. Além do quadro de costumes, o
livro descreve alterações profundas na vida social da Bahia dos anos
1920: a abertura do porto aos grandes navios leva à ascensão do
exportador carioca Mundinho Falcão e ao declínio dos coronéis, como
Ramiro Bastos. É Gabriela quem personifica as transformações de uma
sociedade patriarcal, arcaica e autoritária, convulsionada pelos sopros
de renovação cultural, política e econômica.
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quinta-feira, 28 de julho de 2016
Jorge Amado - Capitães Da Areia
No início da obra há uma série de reportagens fictícias que explicam a
existência de um grupo de menores abandonados e marginalizados que
aterrorizam a cidade de Salvador e é conhecido por Capitães da Areia.
Após esta introdução, inicia-se a narrativa que gira em torno das
peripécias desse grupo que sobrevive basicamente de furtos. Porém,
apesar de certa linearidade, a história é contada em função dos destinos
de cada integrante do grupo de forma a montar um quebra-cabeça maior. O
chefe do grupo Capitães da Areia é um jovem chamado Pedro Bala, um
menino loiro e filho de um grevista morto no cais. Tinha ido parar na
rua por volta dos cinco anos de idade e desde jovem já se mostrava
corajoso e o mais capacitado a se tornar o líder das crianças. O grupo
ocupava um trapiche abandonado na praia e era formado por mais de
cinquenta crianças, sendo que algumas vão sendo apresentadas aos poucos
durante a narrativa.
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sexta-feira, 1 de julho de 2016
Wanderson Salvador F. A. Campos - O Sublime E O Grotesco À For Da Pele: Literatura, Corpo E Teologia Em Jorge Amado
O texto de Wanderson pergunta pelas palavras sussurradas entre
grunhidos, palavras ouvidas por um pescoço chupado, palavras
podres/grotescas... palavras do corpo de amante: pode ser uma empregada
doméstica, podia ser dona Flor. Que palavras são essas do universo que
se aproximam tanto do mais ordinário da vida? Rudes e podres não como
defeitos ou ausências, mas como excesso? Demasiada vida nada sublime. A
ideia clássica de sagrado como algo totalmente outro, faz da experiência
religiosa uma experiência de ruptura com o ordinário e cotidiano. A
experiência religiosa se caracterizaria pela instauração de uma ordem
inteiramente diferente das realidades naturais e por isso mesmo
“sublime”. Wanderson vai buscar na literatura, e em especial em Jorge
Amado, uma possibilidade de escapar do sublime fruto da redução teórica.
Ao escolher “qualquer podridão do universo” como lugar de sua pergunta
humana e teológica o autor faz a ruptura com as idealidades
fenomenológicas dos estudos da religião e suas sublimes quinquilharias e
vai entrar pela porta estreita das teologias do corpo, mas não por
qualquer porta e sim pela teologia da libertação porque é de corpos e
gemidos que se trata.
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terça-feira, 12 de abril de 2016
Jorge Amado - Tocaia Grande
Publicado em 1984, Tocaia Grande descreve o processo de
formação de uma cidade nordestina, nascida sob o signo da violência e da
disputa de terras, em inícios do século XX. Depois de liderar uma tocaia contra o oponente de seu patrão, o jagunço
Natário da Fonseca recebe alguns alqueires próximos ao palco da matança,
onde passa a cultivar cacau. A chegada de comerciantes, prostitutas,
tropeiros e ex-escravos ao local dá vida e contornos ao arraial. Personagens fortes, independentes e solitários - como a cafetina Jacinta
Coroca; o negro Castor Abduim, conhecido como Tição Aceso, e o
comerciante libanês Fadul Abdala -, encontram em Tocaia Grande um
refúgio e o conforto da amizade. Com a prosa leve e bem-humorada de sempre, Jorge Amado relata a união
profunda e os laços de afeto que se desenvolvem entre os habitantes de
Tocaia Grande, e que serão responsáveis pelo crescimento do povoado e
por sua resistência à pressão da Igreja e do poder político-econômico
para se enquadrar no sistema coronelista.
sábado, 5 de março de 2016
Vania Pinheiro Chaves & Patrícia Monteiro (Orgs.) - 100 Anos De Jorge Amado: O Escritor, Portugal E O Neorrealismo
O conjunto de ensaios deste livro tem uma origem comum: o Colóquio Internacional 100 anos de Jorge Amado. O escritor, Portugal e o Neorrealismo, realizado em Portugal, em novembro de 2012. Concebida pelo Grupo de Investigação 6 do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com o fito de participar nas celebrações do centenário do escritor baiano, a iniciativa foi realizada em conjunto com o Museu do Neo-Realismo (Vila Franca de Xira), o Centro de Literatura Portuguesa (CLP) da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e o Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória (CITCEM) da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Jorge Amado - Cacau
Segundo livro de Jorge Amado, Cacau é narrado em primeira pessoa por um
lavrador, filho de industrial decaído, que trabalhara brevemente como
operário fabril. O pequeno romance é a saga de uma tomada de consciência
social e política. Atesta o clima de polarização ideológica da época em
que foi escrito e o entusiasmo revolucionário de seu jovem autor.
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quinta-feira, 16 de julho de 2015
Jorge Amado - Navegação De Cabotagem
Oitenta anos vividos intensa, ardentemente, de face para a vida, em
plenitude. Minha criação romanesca decorre da intimidade, da
cumplicidade com o povo. Aprendi com o povo e com a vida, sou um
escritor e não um literato, em verdade sou um obá em língua iorubá da
Bahia obá significa ministro, velho, sábio: sábio da – sabedoria do
povo. Consciente e contente que assim seja, reúno nesta Navegação de Cabotagem
lembranças de alguém que teve o privilégio de assistir, e por vezes de
participar de acontecimentos em certa medida consideráveis, de ter
conhecido e por vezes privado com figuras determinantes. Publico esses
rascunhos pensando que, talvez, quem sabe, poderão dar idéia do como e
do porque. Trata-se, em verdade, da liquidação em preço reduzido do
saldo de miudezas de uma vida bem vivida. Deixo de lado o grandioso, o
decisivo, o terrível, o tremendo, a dor mais profunda, a alegria
infinita, assuntos para memórias de escritor importante, ilustre, fátuo e
presunçoso: não vale à pena escrevê-las, não lhes encontro a graça?
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Jorge Amado - O Gato Malhado E A Andorinha Sinhá
Jorge Amado escreveu O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá em 1948 para o filho João Jorge, quando este completou um ano. O texto andou perdido e só em 1978 conheceu sua primeira edição, depois de recuperado pelo filho e levado a Carybé para que o ilustrasse. Lindos desenhos para uma linda história de amor, esta entre o Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, que continua a correr mundo para a delícia de leitores de todas as idades.
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segunda-feira, 18 de maio de 2015
Jorge Amado - Farda Fardão Camisola De Dormir
Quando o Estado Novo de Getúlio Vargas ainda flerta com o eixo nazifascista, a morte súbita e prematura do poeta Antônio Bruno abre uma vaga na Academia Brasileira de Letras. Quem prontamente se candidata é o coronel Sampaio Pereira, chefe da repressão política do regime e simpatizante do nazismo. Alarmados com a possibilidade de ver um inimigo da cultura ocupar a cadeira do boêmio, sedutor e gaiato Bruno, alguns veteranos acadêmicos articulam a anticandidatura de outro militar, de oposição, o general reformado Waldomiro Moreira. Misturando personagens fictícios a figuras históricas, Jorge Amado reconstitui de retornar à terra natal. É hora, pois, de Serginho dar as costas à sua Cataguases, cortada pelo rio Pomba, em cujas águas o autor parece ter se inspirado para construir uma prosa de fluxo forte intercalado por rápidos e iluminadores flashbacks. Em Portugal, o passar dos anos será demarcado com extrema sutileza pelo afloramento de uma plêiade de idiomatismos lusos na prosa interiorana de Serginho, revelando a mão segura e inventiva de um dos mais bem-sucedidos autores brasileiros contemporâneos. Luiz Ruffato nasceu em Cataguases, Minas Gerais, em 1961. Formado em comunicação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, publicou vários livros, entre os quais a série Inferno provisório e o aclamado Eles eram muitos cavalos, que recebeu o prêmio apca e o Machado de Assis, da Biblioteca Nacional. neste romance de maturidade – escrito em 1979 -, o ambiente político e cultural dos tempos do Estado Novo, em especial no Rio de Janeiro. De vetustos eruditos a operários comunistas, de damas refinadas a sórdidos torturadores, os mais variados tipos sociais desfilam por estas páginas.
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segunda-feira, 27 de abril de 2015
Jorge Amado - Dona Flor E Seus Dois Maridos
Um dos romances mais populares de Jorge Amado, levado com êxito ao cinema, ao teatro e à televisão, Dona Flor e seus dois maridos
conta a história de Florípedes Paiva, que conhece em seus dois
casamentos a dupla face do amor: com o boêmio Vadinho, Flor vive a
paixão avassaladora, o erotismo febril, o ciúme que corrói. Com o
farmacêutico Teodoro, com quem se casa depois da morte do primeiro
marido, encontra a paz doméstica, a segurança material, o amor metódico. Um dia, porém, Vadinho retorna sob a forma de um fantasma capaz de
proporcionar de novo à protagonista o êxtase dos embates eróticos. Por
obra da fantasia literária de Jorge Amado e da intervenção das entidades
do candomblé, Flor consegue conciliar no amor o fogo e a calmaria, a
aventura e a segurança, a paixão e a gentileza. Lançada em 1966, esta narrativa ousada e exuberante, plena de humor e
ironia, é uma saborosa crônica de costumes da Bahia da primeira metade
do século XX e um retrato inventivo das ambigüidades que marcam o
Brasil.
terça-feira, 24 de março de 2015
Jorge Amado - A Morte E A Morte De Quincas Berro Dágua
Jorge Amado narra a história das várias mortes de Joaquim Soares da
Cunha, vulgo Quincas Berro D’água, cidadão exemplar que a certa altura
da vida decide abandonar a família e a reputação ilibada para juntar-se à
malandragem da cidade. Algum tempo depois, Quincas é encontrado sem
vida em seu quarto imundo. Sua envergonhada família tenta restituir-lhe a
compostura, vesti-lo e enterrá-lo com decência; mas, no velório, os
amigos de copo e farra dão-lhe cachaça, despem-no dos trajes formais e
fazem-no voltar a ser o bom e velho Quincas. Levado ao Pelourinho, o
finado joga capoeira, abraça meretrizes, canta, ri e segue a farra em
direção à sua segunda e apoteótica morte.
Jorge Amado - Seara Vermelha
Neste romance, Jorge Amado descreve a tragédia dos retirantes e
jagunços. A história da família de Jucundina e Jerônimo reflete, pelo
prisma familiar, a injustiça e o desamparo dos pobres explorados pelos
senhores feudais do Nordeste brasileiro. A lúcida perspectiva da
personagem feminina, exemplo de esperança, contrapõe-se ao mundo
masculino, questionando as decisões que afastam os homens de suas
raízes. Seus três filhos representam a tríplice resposta que pode ser
dada à crueldade dos poderosos: José se vinga pela via do cangaço, João
procura as respostas messiânicas e Juvêncio, o grande herói da trama,
reage aderindo às lutas sociais. Expulsos pelo dono das terras, o
caminho a seguir é a viagem em direção ao sul, à procura do Eldorado. A
busca da utopia tem um preço alto, pago com o cansaço, a fome e as
doenças. No mundo hostil, não há espaço para o frágil.
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