Neste romance, Jorge Amado descreve a tragédia dos retirantes e
jagunços. A história da família de Jucundina e Jerônimo reflete, pelo
prisma familiar, a injustiça e o desamparo dos pobres explorados pelos
senhores feudais do Nordeste brasileiro. A lúcida perspectiva da
personagem feminina, exemplo de esperança, contrapõe-se ao mundo
masculino, questionando as decisões que afastam os homens de suas
raízes. Seus três filhos representam a tríplice resposta que pode ser
dada à crueldade dos poderosos: José se vinga pela via do cangaço, João
procura as respostas messiânicas e Juvêncio, o grande herói da trama,
reage aderindo às lutas sociais. Expulsos pelo dono das terras, o
caminho a seguir é a viagem em direção ao sul, à procura do Eldorado. A
busca da utopia tem um preço alto, pago com o cansaço, a fome e as
doenças. No mundo hostil, não há espaço para o frágil.
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