Publicado em 1984, Tocaia Grande descreve o processo de
formação de uma cidade nordestina, nascida sob o signo da violência e da
disputa de terras, em inícios do século XX. Depois de liderar uma tocaia contra o oponente de seu patrão, o jagunço
Natário da Fonseca recebe alguns alqueires próximos ao palco da matança,
onde passa a cultivar cacau. A chegada de comerciantes, prostitutas,
tropeiros e ex-escravos ao local dá vida e contornos ao arraial. Personagens fortes, independentes e solitários - como a cafetina Jacinta
Coroca; o negro Castor Abduim, conhecido como Tição Aceso, e o
comerciante libanês Fadul Abdala -, encontram em Tocaia Grande um
refúgio e o conforto da amizade. Com a prosa leve e bem-humorada de sempre, Jorge Amado relata a união
profunda e os laços de afeto que se desenvolvem entre os habitantes de
Tocaia Grande, e que serão responsáveis pelo crescimento do povoado e
por sua resistência à pressão da Igreja e do poder político-econômico
para se enquadrar no sistema coronelista.
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