No início da obra há uma série de reportagens fictícias que explicam a
existência de um grupo de menores abandonados e marginalizados que
aterrorizam a cidade de Salvador e é conhecido por Capitães da Areia.
Após esta introdução, inicia-se a narrativa que gira em torno das
peripécias desse grupo que sobrevive basicamente de furtos. Porém,
apesar de certa linearidade, a história é contada em função dos destinos
de cada integrante do grupo de forma a montar um quebra-cabeça maior. O
chefe do grupo Capitães da Areia é um jovem chamado Pedro Bala, um
menino loiro e filho de um grevista morto no cais. Tinha ido parar na
rua por volta dos cinco anos de idade e desde jovem já se mostrava
corajoso e o mais capacitado a se tornar o líder das crianças. O grupo
ocupava um trapiche abandonado na praia e era formado por mais de
cinquenta crianças, sendo que algumas vão sendo apresentadas aos poucos
durante a narrativa.
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