“Por que, para que e para quem praticamos a pesquisa histórica?”, perguntava-se Reinhart Koselleck em 1971. Fazendo eco a Marc Bloch ou a Edward Carr, ou ainda, mais recentemente, a Anthony Grafton – o que é, o que foi a história afinal? – quem dentre nós, profissionais da disciplina, já não se colocou tal questão? Ou, pior, foi colocado diante dela por um filho intrigado, por um aluno curioso, por um amigo desconfiado, ou por uma pessoa francamente desagradável? A questão pode adquirir contornos existenciais. Por exemplo, em abril de 1977, na revista Magazine Littéraire é publicado um dossiê que reproduz uma mesa-redonda com importantes historiadores franceses e no qual lemos o seguinte diálogo. Jacques Le Goff: “Para responder à pergunta feita por Paul Veyne a respeito das motivações do amador e do consumidor de História, tenho a impressão de que este amador ou este consumidor pede à História respostas para o famoso quadro de Gauguin, ‘De onde viemos? O que somos? Para onde vamos?’ [de 1897]”. Paul Veyne: “No meu tempo, perguntava-se isso a L’être et le néant”.
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