O ensaio do criador de Esperando Godot sobre o romancista de Em Busca do Tempo Perdido
foi publicado pela primeira vez em 1931. Naquele ano Proust já tinha
morrido havia quase uma década e tornara-se figura mítica da literatura.
Beckett ainda não havia escrito suas grandes obras. Era quase um
iniciante, que testava forças na leitura de um mestre. E, fazendo esse
exercício, produziu esse ensaio clássico. O Proust de Beckett é, acima de tudo, um exercício de leitura -
essa arte que Borges chamava de mais civilizada que a da escrita.
Beckett lê Proust de maneira ostensivamente ativa. Coloca, a partir do
texto do outro, suas próprias questões como artista. Daí que, lendo-se
esse Proust, já reconhecemos temas e maneiras de abordá-los que estarão
em Godot, em Malone Morre, em Fim de Jogo, nas obras enfim que valeram ao irlandês passaporte para o panteão da literatura universal.
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