Em busca do tempo perdido dispõe os sete livros originais em apenas 3
volumes. São dezenas de personagens que se cruzam em histórias de amor,
ciúmes e inveja, na França da Belle Époque. A narrativa vai passando do
detalhe ao painel e do painel ao detalhe sem projeções definidas, num
constante reajuste de tudo aquilo que nunca será perfeitamente ajustado.
A obra é um retrato da sociedade de uma época, um mergulho no universo
da burguesia francesa que permite que o leitor sinta as divergências
entre nobres e burgueses.
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Estamos Em Uma "Casa" Nova
Convidamos todos os nossos visitantes a conhecerem a nova Biblioteca Virtual Livr'Andante ( www.livrandante.com.br ).
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terça-feira, 1 de novembro de 2016
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
Marcel Proust - Em Busca Do Tempo Perdido Vol. 2: À Sombra Das Moças Em Flor
Este volume começa com o capítulo 'Em torno da sra. Swann' - na verdade,
uma retomada do final do volume anterior, que Proust tivera de
interromper por questões de extensão. Trata-se da oportunidade de
relatar nova e surpreendente fase de personagens como Chalés Swann e dr.
Cottard: o sofisticado Swann é agora marido dedicado que abraçou as
ambições vulgares da mulher, Odette; o doutor tornou-se um profissional
de prestígio, distante do jovem idiota recém-chegado da província no
salão dos Verdurin.
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sábado, 22 de agosto de 2015
Marcel Proust - Em Busca Do Tempo Perdido Vol. 3: O Caminho De Guermantes
O caminho de Guermantes marca uma inflexão no caminho existencial do
herói de Proust. No primeiro volume de 'Em busca do tempo perdido' ('No
caminho de Swann') havia a imagem concreta de dois caminhos que se
ofereciam ao caminhante na cidadezinha de Combray - o da propriedade de
Charles Swann e outro, mais longo, o da propriedade dos Guermantes. Ele
escolhe o primeiro, e adentra o mundo do refinado colecionador de arte,
Swann, sua vida mundana, sua paixão e ciúme pela cortesã de luxo, Odette
de Crécy, sua influência nas leituras e interesses artísticos do herói.
Neste 'O caminho de Guermantes', a narração começa com uma mudança de
endereço em Paris, que coincide com uma aproximação espacial do palácio
urbano dos Guermantes, um dos grandes anseios adiados do herói. Ele que,
antes de aprender a falar, já ouvia uma velha canção evocando o nome
dos Guermantes, atravessa um longo período de vida, uma larga sucessão
de escolhas e uma grande cadeia de associações imagéticas até chegar a
esse novo lugar e poder, enfim, acompanhar os movimentos do duque e da
duquesa de Guermantes no dia-a-dia, preparando o contato direto com o
grand monde (o 'grande mundo') que freqüenta seu salão.
terça-feira, 5 de maio de 2015
Samuel Beckett - Proust
O ensaio do criador de Esperando Godot sobre o romancista de Em Busca do Tempo Perdido
foi publicado pela primeira vez em 1931. Naquele ano Proust já tinha
morrido havia quase uma década e tornara-se figura mítica da literatura.
Beckett ainda não havia escrito suas grandes obras. Era quase um
iniciante, que testava forças na leitura de um mestre. E, fazendo esse
exercício, produziu esse ensaio clássico. O Proust de Beckett é, acima de tudo, um exercício de leitura -
essa arte que Borges chamava de mais civilizada que a da escrita.
Beckett lê Proust de maneira ostensivamente ativa. Coloca, a partir do
texto do outro, suas próprias questões como artista. Daí que, lendo-se
esse Proust, já reconhecemos temas e maneiras de abordá-los que estarão
em Godot, em Malone Morre, em Fim de Jogo, nas obras enfim que valeram ao irlandês passaporte para o panteão da literatura universal.
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quarta-feira, 1 de abril de 2015
Marcel Proust - Em Busca Do Tempo Perdido Vol. I: Do Lado De Swann
É assim este desfiar de memórias e vidas, distribuído por sete volumes,
que o francês Marcel Proust deixou como testamento de uma época e de uma
filosofia particular e o poeta Pedro Tamen traduziu com delicadeza.
Como afirmou o poeta e tradutor Pedro Tamen em entrevista a Maria da
Conceição Caleiro (Público, Mil Folhas, 21/6/03), "não é possível contar Em Busca do Tempo Perdido a ninguém, não existe como história, há
meia dúzia de peripécias, de personagens... Ao nível das peripécias há
muitas coisas apaixonantes. As mutações quase rocambolescas das
personagens, o que era Odette e o que Odette vai sendo ao longo das 3000
páginas... Mas não é isso que interessa. O que interessa é o que isso
significa, é o facto de a vida, o mundo, o tempo correr mais depressa do
que nós, e no fundo só podermos descobrir o sentido disso quando o
tornamos arte, quando o concretizamos em literatura. (...) Em Busca do
Tempo Perdido é a criação de um universo, no sentido mais universal
que a palavra possa conter, através da linguagem."
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