As descrições sobre a grande cidade não pertencem nem a um nem a outro
daqueles tipos. Pertencem àqueles que atraves-saram a cidade como que
ausentes, perdidos em seus pensamen-los ou preocupações. A estes faz jus
a imagem do fantasque escrime; Baudelaire teve em mira a condição
destes, diferente da do observador. No seu livro sobre Dickens,
Chesterton fixou com mestria o indivíduo que percorre distraído a grande
cidade. As andanças constantes de Charles Dickens começaram nos anos de
infância. “Quando terminava seu trabalho só lhe restava vaguear pela
cidade e assim percorria meia Londres. Era sonhador quando criança; seu
triste destino preocupava-o mais que outra coisa… Ao anoitecer ficava
debaixo das lanternas do Holborne e em Charing Cross sofreu o martírio”.
“Ele não observava à maneira dos pedantes; não olhava Charing Cross
para se instruir; não contava as lanternas de Holborne para aprender
aritmética. .. Dickens não absorvia no seu espírito a cópia das coisas;
antes era ele que imprimia seu espírito nas coisas”.
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