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domingo, 24 de julho de 2016

Walter Benjamin - Dirección Única (Espanhol)














En estos pequeños pasajes inclasificables, quizá cercanos al aforismo o a la crónica de lo cósmico-cotidiano, el autor traza una singular lectura de acontecimientos encontrados entre su vida de homme de lettres y la historia de Alemania. Su múltiple mirada, al fusionar lo estético, lo poético, y lo político, lo crítico, realza una busca de la experiencia como noción constante de reflexión. Una experiencia devaluada, corrompida y decadente que, después de la Gran Guerra, desembocaría más tarde en el ascenso del fascismo y la tragedia de la Segunda Guerra Mundial. En tal contexto, un integral análisis del contexto social y político del momento se hace condición inexpugnable: Una curiosa paradoja: al actuar, la gente piensa en su interés privado más mezquino, pero al mismo tiempo, su comportamiento está más que nunca condicionado por los instintos de masa. Dice Benjamin: "(...) así, en esta sociedad, el cuadro de la imbecilidad es completo (...)" . En 1928 Benjamin observa: la naturaleza del capitalismo se han instalado en lo más hondo de la experiencia humana, crecientemente regida por la producción de mercancías y la fetichización de las relaciones sociales. Según Benjamin, fiel y heterodoxo lector de Marx, el capitalismo representa el infierno secularizado donde la vida se sustrae a la percepción directa y a la comprensión; un ocultamiento y hasta un disfrute emanan del reino de las mercancías.

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sábado, 5 de março de 2016

Walter Benjamin - Destino E Caráter














Destino e caráter são muitas vezes vistos em ligação causal, sendo o caráter referido como causa do destino. O que está subjacente a esta ideia é o seguinte: se, por um lado, o caráter de uma pessoa, ou seja, também o seu modo de reagir, fosse conhecido em todos os seus pormenores, e se, por outro lado, o acontecer universal fosse conhecido nos domínios em que se aproxima daquele caráter, seria possível prever exatamente, tanto o que aconteceria a esse caráter como o que ele seria capaz de realizar. Por outras palavras, poderíamos conhecer o seu destino. As concepções dominantes hoje não possibilitam um acesso mental direto ao conceito de destino. Por isso o homem moderno aceita a ideia de o caráter poder ser lido a partir dos traços físicos de uma pessoa, porque encontra de algum modo em si mesmo esse saber do caráter, enquanto a ideia análoga de ler o destino a partir das linhas da mão lhe parece inaceitável. Isto parece tão impossível como "prever o futuro": nesta categoria inclui-se, sem mais, a previsão do destino, enquanto o caráter surge como algo que se situa no presente e no passado, como algo de reconhecível, portanto.

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quarta-feira, 2 de março de 2016

Claudia Luiza Caimi & Rejane Pivetta De Oliveira (Orgs.) - Sobre Alguns Temas Em Walter Benjamin














Um livro que se organize em função dos temas que preocuparam Benjamin ao longo de sua vida produtiva, entre aproximadamente 1915 e 1940, ano de sua morte, teria necessariamente de levar em conta a composição em mosaico das inquietações do filósofo alemão. É o que se constata nos ensaios que se seguem, que examinam tópicos variados – a teoria sobre a linguagem em geral e a linguagem humana, a particular compreensão das tarefas do tradutor, as teses sobre a história, o narrador, a violência e o trauma, o debate sobre a natureza e o enfraquecimento da aura, a recuperação memorialista da experiência vivida em Berlim, cidade de uma infância definitivamente sepultada pela tomada de poder dos nazistas – mas que não deixam de remeter a um único autor, fonte emanadora e disseminadora de todos eles. A diversidade dos assuntos e dos enfoques não impede a articulação entre eles, de onde nasce sua congruência e legitimidade. Este livro, consagrado a Walter Benjamin, é, também ele, benjaminiano, qualificando-o como profundamente representativo das ideias e dos ideais do filósofo alemão. É igualmente produto das afinidades eletivas que associam os ensaístas a seu objeto e que os associam entre si, já que resultado do trabalho continuado de um grupo de estudo que, com desvelo, se dedica a desvendar as sendas labirínticas, mas não incoerentes, do universo conceitual de Benjamin.

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Walter Benjamin - Ensaios Reunidos: Escritos Sobre Goethe














O presente volume é composto pelos textos "As afinidades eletivas de Goethe" (1922) e "Goethe" (1928). Este último, redigido sob encomenda para uma enciclopédia, mas só publicado na íntegra após a sua morte, traça um perfil abrangente da vida e da obra do grande poeta alemão, relacionando-as às circunstâncias da história europeia. Inédito no Brasil, o primeiro ensaio, dedicado à leitura do romance As afinidades eletivas (1809), obra da maturidade de Goethe, é uma indagação de longo alcance sobre a natureza da obra de arte, a tarefa da crítica e da interpretação. Partindo da distinção decisiva entre "teor factual" e "teor de verdade", constitui um dos exemplos mais finos da arte reflexiva de Benjamin, tendo se tornado referência indispensável para a teoria da literatura e a crítica de arte de modo geral.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Walter Benjamin - Charles Baudelaire: Um Lírico No Auge Do Capitalismo - Obras Escolhidas III














Os textos que compõem esta volume são fragmentos de um livro que Benjamin pretendia consagrar a um dos maiores poetas franceses do século XIX. Charles Baudelaire, um lírico no auge do capitalismo. Ao decifrar os nexos entre a obra de Baudelaire e as relações sociais que afirmava, na Europa Ocidental do final do século passado, Benjamin inova com relação à crítica literária e à análise sociológica tradicionais. 'Quero mostrar como Baudelaire está rigorosamente inserido no século XIX', escreve a G. Sholem. Sublinhando as marcas que o contexto histórico imprime à produção literária, Benjamin examina a poética baudelairiana à luz da vida e dos personagens de uma Paris em vertiginosa transformação.

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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Walter Benjamin - Origem Do Drama Barroco Alemão














A Origem do drama trágico alemão é a obra mais célebre de Walter Benjamin e uma das mais importantes do século XX. Talvez o leitor brasileiro, acostumado a referir-se a ela como Origem do drama barroco alemão, possa estranhar o título aqui proposto. No entanto, se a renomeação pode causar certo espanto a alguns, bastante surpresa vai provocar nos que voltarem ao título em alemão, Ursprung des deutschen Trauerspiels, publicado pela primeira vez em Berlim em 1928. A palavra “barroco” nunca dele constou, desde quando encabeçou a tese destinada a tirar do conforto tanto a academia quanto a vanguarda. Desta, destaca-se a reação de Asja Lacis, dramaturga de importante influência sobre Benjamin (e, por intermédio deste, também sobre Bertolt Brecht). Benjamin a descreve como “uma revolucionária russa de Riga, uma das mulheres mais notáveis que encontrei até hoje”. Lacis relembra nas suas memórias o encontro em Capri no verão de 1924, lugar e momento da virada de Benjamin da filosofia para a literatura e, em parte a ela devida, do pensamento abstrato para o materialista, do qual ele todavia resguardou a tese então em andamento. “Quando me disse que se tratava de uma investigação da tragédia barroca alemã do século XVII, que só muito poucos especialistas conhecem essa literatura, e que tais tragédias nunca são representadas –eu fiz uma careta: Para que ocupar-se de literatura morta? Ele ficou uns momentos calado, e depois disse: Em primeiro lugar, introduzo na ciência, na estética, uma nova terminologia. Quando se fala do drama moderno, usam-se termos como ‘tragédia’ e ‘drama trágico’ de forma indiferenciada, apenas como palavras. Eu mostro a diferença de princípio entre tragédia e drama trágico. Os dramas do Barroco expressam desespero e desprezo do mundo – são realmente peças tristes e trágicas; já a atitude dos tragediógrafos gregos e dos poetas propriamente trágicos em relação ao mundo e ao destino é a de uma total inflexibilidade. Essa diferença de atitude e de sentimento do mundo é importante. Tem de ser levada em consideração, e implica por fim uma distinção de gêneros – concretamente, da tragédia e do drama trágico. A dramaturgia barroca está, de fato, na origem das peças em que predominam a tristeza e o luto, muito comuns na literatura alemã dos séculos XVIII e XIX. Em segundo lugar, explicou, a sua investigação não era apenas um trabalho acadêmico, mas tinha uma relação muito direta com problemas de grande atualidade na literatura contemporânea.”

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Walter Benjamin - Diários De Moscou














O diário foi escrito durante a estadia de Benjamin em Moscou, no inverno de 1926-1927, e registra os encontros com Asja Lacis, diretora de teatro comunista, que Benjamin conhecera em 1924, em Capri. Consta que a influência de Lacis sobre Benjamin o teria levado a aproximar-se do marxismo. Em 1931, após o fim de seu casamento de treze anos com Dora Pollak e o fracasso de sua relação com Asja Lacis, que havia sido a causa do divórcio, Benjamin iniciou um diário “de 17 de agosto de 1931 até o dia da morte”, registrando na primeira página uma nota amarga: “Este diário não promete ser muito longo”. No ano seguinte, Benjamin chegou a escrever seu testamento, e tudo leva a crer que planejava suicidar-se em seu quadragésimo aniversário (15 de julho). Foi nesse período, depois de desistir do suicídio, que ele abandonou o texto da Crônica Berlinense (Berliner Chronik) e iniciou a Infância Berlinense por volta de 1900 (Berliner Kindheit um Neunzehnhundert).

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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Walter Benjamin - Modernidade E Os Modernos














As descrições sobre a grande cidade não pertencem nem a um nem a outro daqueles tipos. Pertencem àqueles que atraves-saram a cidade como que ausentes, perdidos em seus pensamen-los ou preocupações. A estes faz jus a imagem do fantasque escrime; Baudelaire teve em mira a condição destes, diferente da do observador. No seu livro sobre Dickens, Chesterton fixou com mestria o indivíduo que percorre distraído a grande cidade. As andanças constantes de Charles Dickens começaram nos anos de infância. “Quando terminava seu trabalho só lhe restava vaguear pela cidade e assim percorria meia Londres. Era sonhador quando criança; seu triste destino preocupava-o mais que outra coisa… Ao anoitecer ficava debaixo das lanternas do Holborne e em Charing Cross sofreu o martírio”. “Ele não observava à maneira dos pedantes; não olhava Charing Cross para se instruir; não contava as lanternas de Holborne para aprender aritmética. .. Dickens não absorvia no seu espírito a cópia das coisas; antes era ele que imprimia seu espírito nas coisas”.

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domingo, 14 de dezembro de 2014

Walter Benjamin - Magia E Técnica, Arte E Política














Constam deste primeiro volume alguns dos mais importantes textos do filósofo, como os ensaios sobre o conceito de História, o Surrealismo, a obra de arte na era de sua produtibilidade técnica e a fotografia, e as análises das obras de Marcel Proust e Franz Kafka.

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Walter Benjamin - Documentos De Cultura, Documentos De Bárbarie (Escritos Escolhidos)














Esta não é apenas mais uma antologia dos escritos de Walter Benjamin - entre os mais de vinte publicados aqui, quinze são inéditos em português -, mas sobretudo um livro de leituras sobre História contemporânea. Um arranjo de textos que focalizam questões de política cultural a partir da experiência vivida da República de Weimar e de sua metrópole, a Berlim dos anos 1920.

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Walter Benjamin - Rua De Mão Única: Obras Escolhidas Vol. II














Este segundo volume consiste em três obras: Rua de mão única, bazar filosófico, exemplo de pensamento surrealista, segundo Ernest Block, Infância em Berlim por volta de 1900, fragmentos autobiográficos, mescla de poesia e realidade, nostalgia e profecia e Imagens do pensamento, mosaico de textos e aforismos, reflexões sobre os mais variados temas.

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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Walter Benjamin - A Obra De Arte Na Era De Sua Reprodutibilidade Técnica














Ensaio publicado pela primeira vez em 1936, e, posteriormente, em 1955, do crítico cultural, filósofo e sociólogo Walter Benjamin, que tem sido influente nas áreas de Estudos Culturais, influência da mídia, teoria da arquitetura e história da arte. O ensaio foi produzido em um esforço para descrever uma teoria materialista da arte, que seria "útil para a formulação das exigências revolucionárias na política da arte". Ele argumentou que, na ausência de qualquer valor ritual tradicional, a arte na era da reprodução mecânica seria inerentemente baseada na prática da política. Para tal, o autor fez uma reflexão sobre como a reprodutibilidade técnica causou uma deterioração da "aura", que estaria ligada ao aqui e agora da obra de arte; a partir do advento de tal reprodutibilidade técnica, o objeto artístico acaba por perder sua "unicidade", "singularidade" e "autenticidade" e, seu valor de culto, é drasticamente alterado graças à tecnologia industrial vigente. Neste cenário abrem-se as portas para o valor de exposição, onde o fundamental é distribuir cópias e faturar em cima da distribuição.

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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Walter Benjamin - Escritos: La Literatura Infantil, Los Niños Y Los Jóvenes (Espanhol)














El presente volumen ofrece una selección de los escritos que Benjamin dedica a los temas indicados en el título. Contiene algunos ejemplos de los trabajos de su primer período, cuando pertenecía a la Freideutsche Jugendbewegung (Movimiento de la Juventud Libre). Se incluyen íntegramente los textos del período maduro del autor que se refieren a educación infantil, libros infantiles y juguetes, salvo algunas excepciones sin importancia.

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