Ensaio publicado pela primeira vez em 1936, e, posteriormente, em 1955,
do crítico cultural, filósofo e sociólogo Walter Benjamin, que tem sido
influente nas áreas de Estudos Culturais, influência da mídia, teoria da
arquitetura e história da arte. O ensaio foi produzido em um esforço
para descrever uma teoria materialista da arte, que seria "útil para a
formulação das exigências revolucionárias na política da arte". Ele
argumentou que, na ausência de qualquer valor ritual tradicional, a arte
na era da reprodução mecânica seria inerentemente baseada na prática da
política. Para tal, o autor fez uma reflexão sobre como a
reprodutibilidade técnica causou uma deterioração da "aura", que estaria
ligada ao aqui e agora da obra de arte; a partir do advento de tal
reprodutibilidade técnica, o objeto artístico acaba por perder sua
"unicidade", "singularidade" e "autenticidade" e, seu valor de culto, é
drasticamente alterado graças à tecnologia industrial vigente. Neste
cenário abrem-se as portas para o valor de exposição, onde o fundamental
é distribuir cópias e faturar em cima da distribuição.
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