Publicado pela primeira vez em 1956, é a última obra completa de
ficção do autor. Se passa em Amsterdã, e consiste de uma série de
monólogos dramáticos do auto-proclamado "juiz-penitente" Jean-Baptiste
Clamence, à medida que ele reflete sobre sua vida para um estranho. No
que acaba sendo uma confissão, Clamence conta sobre seu sucesso como um
rico advogado de defesa parisiense, altamente respeitado por seus
colegas; sua crise, e sua derradeira "queda", tem como meta invocar, em
termos seculares, a Queda do Homem, no Jardim do Éden. O livro explora
temas como a inocência, a prisão, a não-existência e a verdade. O estilo narrativo de Camus é um tipo de monólogo em segunda pessoa, escrito nos moldes das Notas do Subterrâneo,
de Fiódor Dostoiévski. Os dois autores usaram seus personagens
principais para se dirigir diretamente aos leitores; a narrativa de
Camus, no entanto, foi escrita no presente e na primeira pessoa,
assumindo assim que o leitor se juntará ao personagem principal,
Clamence, na esfera de discurso imaginada pelo romance. Numa eulogia a
Albert Camus, o filósofo existencialista Jean-Paul Sartre descreveu o
romance como "talvez o mais belo e menos compreendido" dos livros de
Camus.
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