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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Albert Camus - El Primer Hombre (Espanhol)














Ese hombre del título sería el padre del niño Jacques Cormery, protagonista de esta historia. Pero de este padre emigrante, que murió en el frente durante la primera guerra mundial y que se había casado con una menorquina analfabeta y casi muda con la que apenas dispuso del tiempo necesario para tener dos hijos, poco se sabrá. Los pobres no tienen historia, o tan sólo aquella que les otorgan las guerras y las revoluciones. El verdadero primer hombre es el hijo : sin padre, educado en un miserable barrio periférico de Argel por una abuela autoritaria, que le inflige castigos corporales ante una madre impotente, exhausta por su trabajo «en casas ajenas», ¿cómo y por qué caminos llegó ese niño indigente a convertirse en Premio Nobel de Literatura ? El caso es que esta novela, que narra cómo ese niño va haciéndose lentamente, construyéndose a sí mismo, tan diferente de lo que cabría esperar de él por sus orígenes, se nos aparece como la historia de la propia niñez de Albert Camus.

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Albert Camus - Núpcias, O Verão














Este volume reúne o que se poderia chamar de textos da juventude, ou da pré-maturidade, de Albert Camus. Esses textos ainda não apresentam aquilo que viria a ser a marca registrada do grande escritor: o estilo exigente, a procura de processos literários estritamente adaptados a seu objeto, líricos porém sóbrios, quase sempre tendendo à nudez e ao despojamento. Contudo, nem por isso, deixam de ser representativos do mais autêntico pensamento camusiano, tal como ele próprio o resumiu, em seu discurso de recepção do Prêmio Nobel de literatura, em 1957: "escrever é iluminar os problemas que se colocam à consciência dos homens".

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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Albert Camus - A Morte Feliz














Albert Camus é escritor que concentra em cada um de seus livros a totalidade de temas, obsessões e imagens que percorrem o conjunto de sua obra. Por isso, a edição de A Morte Feliz, romance que Camus preferiu não publicar em vida, é essencial para se compreender a poética e o pensamento do autor de A Peste e O Mito de Sísifo. A Morte Feliz é uma espécie de preâmbulo de O Estrangeiro (de 1942).

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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Lourenço Leite - Albert Camus: Ética Do Absurdo














A literatura camusiana não constrói altares de culto aos deuses nem aos heróis; não elabora discursos retóricos em prol da verdade; não cria Quimeras nem Esfinges que coloquem em risco a sobrevivência dos transeuntes da existência; não fortifica as ideologias totalitárias nem as ditas democráticas; não escreve tratados da existência como manuais de sobrevivência na selva da urbanidade moderna; não faz escatologia da existência humana para agradar ao Vaticano; não prega o Evangelho Segundo São Paulo; não promete a salvação eterna em troca de dízimos diários; não defende a construção do Novo Éden nos Jardins do Paraíso Terrestre; não antropomorfiza Deus; não categoriza o “real” nos moldes da razão cartesiana nem da kantiana; não promete salvação para o homem como mérito da existência; não registra em cartório humano a felicidade como herança; não espera que a inocência seja justificada perante os crimes de lógica; não adere a nenhuma doutrina que mostre a causa da peste; não se filia a nenhum partido que prometa acabar com a miséria no mundo; não aceita as injustiças do mundo nem a justiça divina para garantir a justiça. Todavia, possui a mesma confiança de Prometeu no homem. Ao elaborar as prerrogativas do absurdo vividas em sua época, conduz a humanidade a refletir sobre a verdade que estava presa na ignorância. Não é por acaso que ele elege dois heróis gregos para poderem expressar sua indignação diante da redução do humano às divindades. Prometeu, filiado ao partido da existência humana e Sísifo, condenado eterno do cotidiano que, em meio à tarefa de repetição, supera seus algozes divinos. Juntamente com esses heróis Camus traz de volta a esperança perdida das “primaveras do mundo” em que o homem era humano. Quiçá, seja o maior desafio de sua obra: ser a porta voz da humanidade sem voz, daquela que geme no silêncio de suas falas o mais profundo e fiel sentimento de revolta contra a usurpação da vida que só pode ser recuperada graças à presença do Sol. A realização desse enlace com o mundo, portanto, faz de Camus, muito mais que um homem de seu tempo, um homem que transpõe as barreiras de sua atualidade quando retorna ao próprio mundo em que está inserido e revigora-o sob a égide da pura existência, isto é, sob o sol. Como testemunha de uma época em que o homem está em profunda crise de identidade, Camus brota dos escombros de uma sociedade esvaziada de valores e impregnada de silogismos individualistas em que até a inocência é evocada a se justificar.

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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Albert Camus - O Mito De Sísifo














No ensaio, Camus introduz sua filosofia do absurdo: o do homem em busca de sentido, unidade e clareza no rosto de um mundo ininteligível desprovido de Deus e eternidade. Será que a realização do absurdo exige o suicídio? Camus responde: "Não. Exige revolta". Ele então descreve várias abordagens do absurdo na vida. O último capítulo compara o absurdo da vida do homem com a situação de Sísifo, uma personagem da mitologia grega, condenado a repetir sempre a mesma tarefa de empurrar uma pedra até o topo de uma montanha, sendo que, toda vez que estava quase alcançando o topo, a pedra rolava novamente montanha abaixo até o ponto de partida por meio de uma força irresistível, invalidando completamente o duro esforço despendido.

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domingo, 14 de dezembro de 2014

Albert Camus - O Homem Revoltado














O livro analisa o conceito da Revolta de um ponto de vista histórico. Analisando suas características e seus desvirtuamentos. A revolta para Camus tem uma dupla significação. Não é apenas histórica (apesar do seu ensaio ser histórico, ou seja, analisa as manifestações históricas da revolta), a revolta encontra algo de irredutível à história. As manifestações históricas analisadas por Camus são muitas e de vários períodos históricos. Seja a Assim denominada Revolta Metafísica de Epicuro e Lucrécio na antiguidade, seja na negação absoluta do Marquês de Sade. Ou na afirmação do Único de Max Stirner colocado na mesma seção que Nietzsche. Ele observa e analisa essas manifestações também na poesia e na própria revolução. Seja na revolta dos escravos liderados por Espártaco ou na revolução que deu origem a URSS, e seus desdobramentos. Passando claro, pelas idéias e pela efetivação da Revolução Francesa.

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Albert Camus - O Estrangeiro














A obra foi lançada em 1942, tendo sido traduzida em mais de quarenta línguas e recebido uma adaptação cinematográfica realizada por Luchino Visconti em 1967. Faz parte do "ciclo do absurdo" de Camus, trilogia composta de um romance (L'Étranger), um ensaio (Le mythe de Sisyphe - O mito de Sísifo) e de uma peça de teatro (Calígula) que descrevem o aspecto fundamental de sua filosofia : o absurdo. O romance foi traduzido em quarenta línguas e uma adaptação cinematográfica foi realizada por Luchino Visconti em 1967. Recebeu o prêmio Nobel de Literatura.


sábado, 6 de dezembro de 2014

Albert Camus - A Peste














A Peste (La Peste) é considerada a Magnum opus de Albert Camus, publicado 1947, que conta a história de trabalhadores que descobrem a solidariedade em meio a uma peste que assola a cidade de Oran na Argelia. Questiona diversos assuntos relacionados a natureza do destino e da condição humana. Os personagens do livro ajudam a mostrar os efeitos que o flagelo causa na sociedade. Neste clássico do escritor existencialista, uma cidade argelina tomada pela peste bubônica serve como metáfora dos horrores da Segunda Guerra Mundial.

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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Albert Camus - A Queda














Publicado pela primeira vez em 1956, é a última obra completa de ficção do autor. Se passa em Amsterdã, e consiste de uma série de monólogos dramáticos do auto-proclamado "juiz-penitente" Jean-Baptiste Clamence, à medida que ele reflete sobre sua vida para um estranho. No que acaba sendo uma confissão, Clamence conta sobre seu sucesso como um rico advogado de defesa parisiense, altamente respeitado por seus colegas; sua crise, e sua derradeira "queda", tem como meta invocar, em termos seculares, a Queda do Homem, no Jardim do Éden. O livro explora temas como a inocência, a prisão, a não-existência e a verdade. O estilo narrativo de Camus é um tipo de monólogo em segunda pessoa, escrito nos moldes das Notas do Subterrâneo, de Fiódor Dostoiévski. Os dois autores usaram seus personagens principais para se dirigir diretamente aos leitores; a narrativa de Camus, no entanto, foi escrita no presente e na primeira pessoa, assumindo assim que o leitor se juntará ao personagem principal, Clamence, na esfera de discurso imaginada pelo romance. Numa eulogia a Albert Camus, o filósofo existencialista Jean-Paul Sartre descreveu o romance como "talvez o mais belo e menos compreendido" dos livros de Camus.

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