Grande reportagem sobre o cotidiano das prisões
femininas no Brasil, um tabu neste país, Nana Queiroz alcança o que é
esperado do futuro do jornalismo: ao ouvir e dar voz às presas (e às
famílias delas), desde os episódios que as levaram à cadeia até o
cotidiano no cárcere, a autora costura e ilumina o mais completo e
ambicioso panorama da vida de uma presidiária brasileira. Um livro
obrigatório à compreensão de que não se pode falar da miséria do sistema
carcerário brasileiro sem incorporar e discutir sua porção invisível.
Presos que menstruam, trabalho que inaugura mais um campo de
investigação não idealizado sobre a feminilidade, é reportagem que
cumpre o que promete desde a pancada do título: os nós da sociedade
brasileira não deixarão de existir por simples ocultação – senão apenas
com enfrentamento.

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