Este texto parte de uma indagação sobre os anos 50 no Brasil, que nos faz refletir sobre a relação entre história e memória: como entender o movimento constante de trazer, para o presente, referências sobre Juscelino Kubitscheck e os “anos dourados”? Dos pronunciamentos políticos aos trabalhos acadêmicos, das homenagens à preservação de documentos pelos arquivos, a memória celebrativa tem ajudado a preservar a memória hegemônica sobre o período. Nas narrativas orais, como os depoimentos gravados pelo APDF, é possível buscar outras histórias nas muitas memórias daqueles que viveram a fase da construção da nova capital e ainda hoje habitam a cidade.
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