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sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Miguel De Cervantes - Don Quixote De La Mancha
É considerado o primeiro romance
moderno, e a primeira obra que utiliza a metaficção como recurso
narrativo. Em 1605, Cervantes publicava a primeira parte do seu
D.Quixote, uma transição entre o romance de cavalaria e a literatura
moderna. Quando, dez anos mais tarde, foi publicada a segunda parte, as
aventuras de D. Quixote era já largamente conhecidas na Espanha.
Cervantes resolveu incorporar o êxito do primeiro livro na própria
narrativa do segundo: as personagens que se cruzam com D. Quixote e o
seu escudeiro Sancho Pança conhecem os seus feitos e utilizam esse
conhecimento em interesse próprio. Alonso Quijano é um pequeno fidalgo
que, após muita leitura de romances de cavalaria, emerge da biblioteca
enlouquecido, incapaz de distinguir o real da ilusão. Decidido a seguir
os passos dos valorosos cavaleiros sobre os quais tinha lido, Quijano
veste uma velha armadura, monta o seu cavalo que batiza de Rocinante e
convida o seu vizinho Sancho Pança a ser seu fiel escudeiro.
Transformado em D.Quixote, parte à aventura e ao socorro dos
injustiçados, nunca deixando de ver o mundo a partir da sua perspetiva
peculiar: em moinhos via gigantes, uma estalagem parecia aos seus olhos
um palácio. Sancho Pança, que não compreende Quixote, tenta aproximá-lo
da realidade, mas acaba por vezes alimentando a fantasia. Através desta
dupla, Cervantes desenha de forma singular o contraste entre a
imaginação e a materialidade, a utopia e o pragmatismo.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui (parte 1) e aqui (parte 2).
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