É fácil esquecer o impacto da cooperação nuclear argentino- brasileira nas relações internacionais da América do Sul. Parece ter ficado no passado distante a possibilidade de o Cone Sul assistir a uma corrida nuclear. Na década de 1970, porém, ninguém imaginava o Brasil e a Argentina convivendo em uma ‘comunidade de segurança’, onde uma escalada militar com risco de guerra é inconcebível. Quando as autoridades em Brasília e Buenos Aires começaram a explorar ideias de cooperação nuclear, o vento soprava contra qualquer tipo de associação. Afinal, elas eram duas potências regionais cuja rivalidade diplomática se traduzia, havia anos, em competição tecnológica no campo atômico. O fato de ambos os países apostarem no desenvolvimento de tecnologias sensíveis como o enriquecimento e reprocessamento de urânio ou a construção de mísseis tornava a perspectiva de cooperação ainda menos plausível.
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