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sábado, 6 de fevereiro de 2016

Matias Spektor - 18 Dias














18 dias é a história secreta de como Lula e Fernando Henrique Cardoso trabalharam juntos para quebrar a resistência do governo Bush ao PT nas eleições de 2002. Usando documentos inéditos e entrevistas exclusivas com os principais atores envolvidos, Matias Spektor reconstitui 18 dias na transição presidencial mais delicada da história recente, quando petistas e tucanos uniram-se para impedir que a direita norte-americana ameaçasse a chegada da esquerda brasileira ao poder. Forçados pelas circunstâncias, eles conduziram uma transição democrática sem precedentes. A história começa em 28 de outubro, um dia depois da vitória petista, quando José Dirceu e Condoleezza Rice costuraram uma delicada aproximação entre seus respectivos chefes. E termina com o encontro histórico de 10 de dezembro, quando Lula e Bush, tendo recebido apoio ativo de FHC, se encontraram na Casa Branca pela primeira vez. No livro, o autor revela uma faceta desconhecida dos bastidores do poder – o uso estratégico da diplomacia como instrumento a serviço do Palácio do Planalto. E mostra por que a troca de comando entre tucanos e petistas levou a Casa Branca a enxergar no Brasil uma potência emergente.

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domingo, 20 de setembro de 2015

Rodrigo Mallea, Matias Spektor & Nicholas J. Wheeler - Origens Da Cooperação Nuclear: Uma História Oral Crítica Entre Argentina E Brasil














É fácil esquecer o impacto da cooperação nuclear argentino- brasileira nas relações internacionais da América do Sul. Parece ter ficado no passado distante a possibilidade de o Cone Sul assistir a uma corrida nuclear. Na década de 1970, porém, ninguém imaginava o Brasil e a Argentina convivendo em uma ‘comunidade de segurança’, onde uma escalada militar com risco de guerra é inconcebível. Quando as autoridades em Brasília e Buenos Aires começaram a explorar ideias de cooperação nuclear, o vento soprava contra qualquer tipo de associação. Afinal, elas eram duas potências regionais cuja rivalidade diplomática se traduzia, havia anos, em competição tecnológica no campo atômico. O fato de ambos os países apostarem no desenvolvimento de tecnologias sensíveis como o enriquecimento e reprocessamento de urânio ou a construção de mísseis tornava a perspectiva de cooperação ainda menos plausível.

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