18 dias é a história secreta de como Lula e Fernando Henrique Cardoso
trabalharam juntos para quebrar a resistência do governo Bush ao PT nas
eleições de 2002. Usando documentos inéditos e entrevistas exclusivas
com os principais atores envolvidos, Matias Spektor reconstitui 18 dias
na transição presidencial mais delicada da história recente, quando
petistas e tucanos uniram-se para impedir que a direita norte-americana
ameaçasse a chegada da esquerda brasileira ao poder. Forçados pelas
circunstâncias, eles conduziram uma transição democrática sem
precedentes. A história começa em 28 de outubro, um dia depois da
vitória petista, quando José Dirceu e Condoleezza Rice costuraram uma
delicada aproximação entre seus respectivos chefes. E termina com o
encontro histórico de 10 de dezembro, quando Lula e Bush, tendo recebido
apoio ativo de FHC, se encontraram na Casa Branca pela primeira vez. No
livro, o autor revela uma faceta desconhecida dos bastidores do poder –
o uso estratégico da diplomacia como instrumento a serviço do Palácio
do Planalto. E mostra por que a troca de comando entre tucanos e
petistas levou a Casa Branca a enxergar no Brasil uma potência
emergente.
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sábado, 6 de fevereiro de 2016
domingo, 20 de setembro de 2015
Rodrigo Mallea, Matias Spektor & Nicholas J. Wheeler - Origens Da Cooperação Nuclear: Uma História Oral Crítica Entre Argentina E Brasil
É fácil esquecer o impacto da cooperação nuclear argentino- brasileira nas relações internacionais da América do Sul. Parece ter ficado no passado distante a possibilidade de o Cone Sul assistir a uma corrida nuclear. Na década de 1970, porém, ninguém imaginava o Brasil e a Argentina convivendo em uma ‘comunidade de segurança’, onde uma escalada militar com risco de guerra é inconcebível. Quando as autoridades em Brasília e Buenos Aires começaram a explorar ideias de cooperação nuclear, o vento soprava contra qualquer tipo de associação. Afinal, elas eram duas potências regionais cuja rivalidade diplomática se traduzia, havia anos, em competição tecnológica no campo atômico. O fato de ambos os países apostarem no desenvolvimento de tecnologias sensíveis como o enriquecimento e reprocessamento de urânio ou a construção de mísseis tornava a perspectiva de cooperação ainda menos plausível.
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