A partir do século XVI, o destino dos homens - quisessem eles ou não -
se desenrolava num palco planetário. No início dos anos 1520, enquanto
Magalhães velejava rumo à Ásia pela rota do Ocidente, Cortés se
apoderava do México-Tenochtitlán, e os portugueses, instalados em
Malaca, sonhavam em colonizar a China. A águia asteca acabou sendo
aniquilada, mas o dragão chinês eliminou os intrusos, não sem antes ter
tomado os canhões deles. Esses dois episódios assinalam uma etapa determinante em nossa história.
Pela primeira vez, seres originários de três continentes se encontram,
enfrentam-se ou se misturam. O Novo Mundo se torna inseparável dos
europeus que vão conquistá-lo. E o Império Celestial se impõe, por muito
tempo, como uma presa inacessível. O historiador francês Serge Gruzinski narra esse confronto entre duas
civilizações que contrastavam em tudo, mas que já fascinavam seus
contemporâneos. Nesta nova e soberba exploração dos mundos do
Renascimento, ele apresenta as engrenagens da globalização ibérica, que
fez da América e da China parceiras indispensáveis para os europeus.
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