No presente estudo nossa atenção voltou-se para compreender as
condições objetivas e subjetivas do processo de trabalho de assistentes
sociais em entidades sociais no município de Bebedouro. A ação
profissional já tem sido objeto de análise em diversos estudos, porém,
com menos frequência busca-se investigar as reais condições de trabalho
que o Assistente Social encontra em seu cotidiano profissional. Nossa
análise procura compreender o processo de trabalho do Serviço Social em
entidades sociais de modo a descartar a priori, tanto a tendência
fatalista que considera o espaço profissional com limites insuperáveis,
como a tendência messiânica que considera o assistente social um
profissional independente, com autonomia quase absoluta para desenvolver
propostas transformadoras da realidade, desconsiderando a verdadeira
inserção profissional na realidade concreta. As duas abordagens, tanto a
fatalista como a messiânica, não relevam a historicidade social a
partir da realização dos homens, as particularidades da profissão e os
elementos que a singularizam em determinado momento histórico e em cada
processo de trabalho. Procuramos então responder: quem são os
profissionais que estão nas entidades sociais? Quais as condições
objetivas e subjetivas da ação profissional nesse espaço de trabalho? O
que se revela por detrás da cotidianidade, o que há de significativo
para além da repetição cotidiana? Nosso universo de investigação foi
constituído por todas as entidades sociais regularmente inscritas no
Conselho Municipal de Assistência Social - CMAS no ano de 2008. Isso
significa que as entidades sociais tinham que estar com suas obrigações
em dia com o CMAS referentes ao ano de 2007, como a apresentação de
relatórios das atividades realizadas e a prestação de contas junto ao
órgão gestor, além de projetos para o ano de 2008.
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