Em termos literários, talvez ninguém melhor que o escritor francês
Georges Bataille, na obra A literatura e o mal, para explicar a
significação estética que o mal adquire na escrita. Bataille acompanhou
os desfechos das duas grandes guerras mundiais e, ao prefaciar a sua
citada obra, definiu-se como pertencente a uma geração tumultuosa que
buscou testar todos os limites da linguagem por meio do surrealismo. De
acordo com o escritor, a literatura é uma forma de comunicação e, assim
sendo, o mal tem a função de intensificar essa comunicação. De acordo com Georges Bataille, se o autor tem algum intuito de
transmitir uma forma de conhecimento do mundo por meio da literatura
deve ser o mais honesto possível. Se a razão ocidental fundou uma
sociedade alicerçada por valores restritos aos cálculos de interesses
pessoais, os temas da selvageria, bem como os da violência física e
simbólica contra o outro, que aparecem transfigurados na literatura,
podem servir para o escritor denunciar a cumplicidade do leitor ou de
forçá-lo a tomar uma atitude em face do mal.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui.
/https://skoob.s3.amazonaws.com/livros/25410/A_LITERATURA_E_O_MAL_1240627804B.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário