A hipertrofia do poder financeiro constitui um dos problemas mais graves do desenvolvimento em nosso tempo, mas também uma das principais ameaças à democracia no século XXI. O movimento estrutural de expansão do capital financeiro, cuja dinâmica determinou a crise mundial de 2008, impõe dramáticos constrangimentos à soberania da sociedade impedindo-a de planejar seu destino e o destino do seu desenvolvimento. As urnas votam, mas os mercados vetam. Não há economicismo nessa constatação. A política contribuiu de maneira insofismável para o modo como essa lógica se impôs, a velocidade com que ela se consolidou, a virulência de sua hegemonia e a brutal agonia da decadência atual.
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