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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Luis Eduardo M. Castelo (Edit.) - 1ª Conferência Científica ILACCT: O Valor Das Terras Secas














Desde meados da década de 70, a partir da realização em 1977 da Conferência das Nações Unidas em Nairóbi, como resposta aos desastrosos efeitos da situação no Sahel, a desertificação se constitui num problema ambiental por excelência das terras secas. Desde estes primeiros antecedentes, focados no continente africano, resultado das negociações iniciadas na Conferência da Terra (Rio 92), em 17 de junho de 1994, se implementa em Paris a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e a Seca, especialmente na África. Na atualidade, mais de 195 países têm ratificado, convertendo-se em Países Partes. Muitos esforços se têm dedicado desde então para abordar a desertificação como um objeto de estudo complexo, conformado por múltiplas variáveis: biofísicas, socioeconómicas e institucionais. Completa esta caracterização a urgente necessidade de obter soluções práticas para sua abordagem, que permitam aos países e as populações afetadas utilizar todos os elementos a seu alcance para mitigar, prevenir y controlar seus efeitos. Segundo a definição aceita pela UNCCD, “A desertificação é a degradação da terra em regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas, e se deve antes de tudo as atividades do Homem e as variações climáticas” (UNCCD/PNUMA, 1995). Durante as últimas décadas, os temas ambientais foram cobrando maior importância dentro das agendas nacionais e internacionais.

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