O objetivo deste trabalho é possibilitar a compreensão da Reforma
Universitária ocorrida no fim da década de 1960, vista pelo autor como
resultado de um acúmulo de críticas à universidade do período e também
de propostas de soluções para o que então se criticava, como criar
departamentos para substituir o sistema de cátedras. O livro
também apresenta as possíveis conexões da Reforma com o acirramento dos
conflitos estudantis daquela época e com a escalada autoritária da
ditadura militar implantada em 1964, que resultaria na decretação do
AI-5, em 1968, duas semanas depois de sua aprovação na Câmara dos
Deputados. O estudo se concentra nos efeitos que a mudança no
ensino superior provocou sobre a Universidade de São Paulo (USP), a
maior e mais consolidada universidade brasileira, que desde os anos
1930, quando foi fundada, vivia conflitos institucionais, com a Escola
Politécnica e a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras disputando a
primazia de ser o núcleo da universidade e expressando uma disputa que,
na verdade, dominava o conjunto das universidades brasileiras.
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