O que o leitor deve estar se perguntando é por que trazer à tona tais
fatos e considerações em uma obra que já em seu título menciona
criminologia? Estas palavras iniciais dizem respeito diretamente à obra
de Renata Guadagnin, intitulada A Criminologia Natimorta: um ensaio
sobre a linguagem do subsolo e sua é(sté)tica. Este livro, que o leitor
possui em mãos é fruto de uma brilhante defesa de dissertação de
mestrado junto ao Programa de Ciências Criminais da PUCRS. Tenho para
mim que se trata de uma das tentativas mais bem acabadas de fazer o
discurso criminológico emudecer, através de um silêncio eloquente. Não
encontraremos aqui as costumeiras armadilhas intelectuais impostas pelo
vazio academicista, que fazem da formalidade um habitus. Caro leitor,
aqui você não encontrará historiografias criminológicas que tratam de
justamente subtrair as palavras daqueles que padeceram. Não teremos aqui
espaço para as usuais narrativas criminológicas que procuram,
linearmente, apresentar um discurso criminológico “de origem”,
ultrapassado por outras tantas narrativas que se sucedem, ao sabor das
variações de humor do narrador, que acenam com a emancipação através da
“criminologia crítica” ou tantas outras promessas não cumpridas.
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