Este estudo nasce de um grito e de uma indignação. Mas não é
simplesmente o grito de alguém particular que nos crispa e de quem nos
aproximamos com indignação. É um grito primigênio, que ecoa e tem ecoado
nos subterrâneos da história e das maravilhas da civilização há muitos
séculos, traduzindo um fenômeno repetido ad nauseam: o ato concreto do
preconceito. Também nossa indignação não se depreende de algum moralismo
particular nem permanece no âmbito mais confortável de uma
circunscrição privada e mais neutra: esta indignação perdeu sua
discrição e tornou-se filosofia, porque mergulhou criticamente na névoa
das obviedades, dos pensamentos auto-confiantes e das neutralidades
bem-pensantes.
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