Nessa monografia, um matemático e um neurocientista juntam as suas
forças para abordar uma das questões mais críticas e controversas da
ciência moderna: os computadores digitais podem simular as funções mais
elaboradas do cérebro humano? Combinando argumentos matemáticos,
computacionais, neurobiológicos e evolucionários, Ronald Cicurel e
Miguel Nicolelis categoricamente refutam a hipótese de que uma máquina
de Turing, não importa quão sofisticada, poderá um dia realizar tal
simulação. Como parte do seu argumento, os autores propõem uma nova
teoria para descrever o funcionamento do sistema nervoso humano: o
cérebro relativístico. Essa teoria explica décadas de descobertas e
achados neurofisiológicos e psicológicos que desafiam o dogma dominante
da neurociência. No seu todo, esta monografia contém o manifesto
inaugural de um movimento que visa resgatar a singularidade da natureza
humana e negar a legitimidade de estimativas pseudo-científicas de que a
substituição de seres humanos por máquinas é iminente. Na opinião dos
autores, a crença de que máquinas digitais podem simular todos os
comportamentos humanos define uma das maiores ameaças que a sociedade
enfrentará no futuro na sua tentativa de preservar a nossa forma de
viver, a cultura humana e a nossa liberdade.
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