Nem sempre Marx escreve de pontos de vista convergentes, embora tenha
sempre no horizonte a perspectiva da revolução que, assim me parece, lhe
permite captar, de forma inovadora, as relações sociais do sistema
capitalista e as contradições que as atravessam. Mas isso só lhe é
possível porque, em contrapartida, recorre a uma lógica que, pretendendo
inverter a lógica hegeliana, sem, entretanto tratar das principais
questões levantadas por essa inversão, faz com que possa ir além dos
limites postos por uma ciência positiva, a despeito de estar a todo
momento reiterando profissão de fé nessa ciência.

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