A principal proposta deste trabalho é discutir o tipo de filósofo que
formam as universidades brasileiras, e o porquê dessa linha de formação.
Para isto, o autor se debruça sobre o período que se estende do fim do
século 19 até meados de 1936 e analisa em que condições emergiram os
objetos do conhecimento no ensino de Filosofia na Faculdade de
Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (FFCL-USP), a
mais importante do país. A pesquisa utiliza como referencial teórico-metodológico a
arqueogenealogia do pensador francês Michel Foucault (1926-1984), na
qual o sujeito é, fundamentalmente, uma produção das práticas
discursivas e de relações de saber-poder que o atravessam e o delimitam.
Por meio desta metodologia, o autor logra apresentar os detalhes do
percurso e fornece visibilidade não só às grandes linhas de continuidade
discursiva, mas também das descontinuidades, dos vestígios e dos
arquivos submersos da história oficial. Dessa forma, com uma reconstrução histórica das ideias e com o
encadeamento dos fatos históricos que as geraram e que delas foram
gerados, o livro faz emergir os discursos que deram origem ao cenário
atual da formação acadêmica em Filosofia, sendo enfim, um poderoso olhar
sobre o presente.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui e epub aqui.
O site pede cadastro. É fácil, rápido e vale a pena.
Nenhum comentário:
Postar um comentário