A formação em saúde necessita pautar-se em práticas de ensino que
permitam aos estudantes e professores refletirem sobre a realidade,
através de ações desenvolvidas na mesma, para transformá-la. Diversas
instituições de ensino superior nas graduações na saúde vêm utilizando
metodologias problematizadoras à medida que promovem a mobilização do
potencial social, político e ético dos alunos e professores, pois os
mesmos são levados a observar a realidade de uma maneira atenta e
identificar aquilo que está se mostrando como preocupante e
concretiza-se através de um processo criativo que envolve ação-reflexão
sobre um aspecto da realidade observada e, como consequência, alguma
transformação deverá ser
realizada. A Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB) busca trabalhar com
práticas de ensino problematizadoras, entre diversos momentos, na
disciplina Interação Universidade, Serviço e Comunidade oferecida aos 1°,
2° e 3° anos de graduação em medicina e 1° e 2° anos de graduação em
enfermagem. O presente estudo busca responder a seguinte questão: as
práticas de ensino realizadas na interação da universidade com os
serviços de saúde e com a comunidade que se propõem utilizar
metodologias problematizadoras são de fato executadas, considerando suas
características e implicações? O estudo tem como objetivo explorar e
reconhecer o significado das práticas de ensino em saúde consideradas
problematizadoras na visão de professores e estudantes de Medicina e
Enfermagem.
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