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terça-feira, 26 de abril de 2016

Rodrigo Lopes - O Conceito De Imitação Na Ópera Francesa Do Século XVIII














Este trabalho tem como objetivo discutir O Conceito de Imitação na Ópera Francesa do Século XVIII. Através do exame de textos franceses do século XVIII quanto à estética musical e de teóricos consagrados como Jean Baptiste Dubos e Charles Batteux, que se referiram à imitação, nos perguntamos: quais as concepções e modelos miméticos utilizados na França do século XVIII? Como a mímesis se atrelava à concepção de gosto e como se manifestava em textos e tratados da época? Procurou-se seguir a trajetória da imitação como prerrogativa para a execução da ópera, e como ela se perdurou no decorrer desse século, mesmo em meio às polêmicas, querelas do bufões e às transformações sociais que levaram a aristocracia francesa a entrar em declínio. A imitação, estabelecida como regra a partir da Poética de Aristóteles e utilizada como modelo para o teatro clássico francês do século XVII, teve na ópera a execução de suas teorias, em voga desde o Renascimento. Seu conceito era vinculado à uma concepção de natureza de onde tirava seus modelos e definição de gosto, e esta concepção de natureza modificou-se nesse período, alterando também o dispositivo imitativo. Razão, sentimento e expressão -concepções abarcadas na concepção de natureza enquanto a teoria imitativa foi o dispositivo permanente para a execução da ópera francesa. Em meio às teorias imitativas, indagava-se sobre os significados da música e o que ela imitava ou deveria imitar, observando-se como hipótese que era de sua natureza não concretizar por completo a realização da imitação.

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