Em A poeira da glória, Martim Vasques da Cunha desmonta as teses
sustentadas pela repetição da crítica, rechaça o estilo que falseia a
sensibilidade moral e recoloca as ideias no lugar ao apontar como e
quando a ideologia política envenenou a imaginação artística. O ensaísta
mostra em detalhes como o país foi brutalizado pela paranoia e
mistificação a respeito de si mesmo, de tal maneira que se transformou
em um grande “Carandiru intelectual”, o paraíso distópico onde a
realidade brasileira gira em falso.

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