O movimento de descida da metafísica à antropologia gera uma concepção
naturalizada de homem e moral. A base do homem e da moral é a natureza. A
natureza se expressa nos seres como instinto. A direção única do
instinto é a felicidade. O instinto de felicidade coloca a seu serviço o
instinto de conservação e o instinto de liberdade, que, em essência,
liberam o instinto de um mal possível ou aparente, daquilo que nega o
instinto de felicidade. Essa força do instinto forma a antropologia
feuerbachiana. A passagem da antropologia à moral ocorre por intermédio
da razão e da consciência. A permanência do instinto de felicidade na
razão gera uma determinação eudaimônica, isto é, a determinação natural
do desejo moral de felicidade. Feuerbach procurará estabelecer uma
compatibilização entre determinação eudaimônica e autodeterminação
humana, pois nesta última está a condição de possibilidade para todo
discurso moral.
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