As ilhas britânicas receberam a migração de povos de origem celta ainda durante a Idade do Ferro, e deles herdaram o folclore das fadas. Os romanos trouxeram a seguir os mitos clássicos da tradição greco-latina. Os povos germânicos presentearam a literatura inglesa com narrativas de viagem, de aventura, e toda a sorte de monstros e criaturas sobrenaturais. A fusão desses imaginários distintos fez com que as literaturas de expressão inglesa se constituíssem como um terreno fértil para as ficções do insólito, apresentando tradição significativa em gêneros como o horror (que tem como alguns de seus expoentes Edgar Allan Poe, Stephen King e Bram Stoker), o romance policial e de mistério (Agatha Christie, Sir Arthur Conan Doyle e, novamente, Poe), a fantasia (J.R.R. Tolkien, J.K. Rowling) e a ficção científica, como nas obras de H.P. Lovecraft e H.G. Wells, por exemplo. Foram obras produzidas originalmente em língua inglesa que trouxeram à dimensão ficcional personagens como Victor Frankenstein e sua criatura, Professor Moriarty, Conde Drácula, Lorde Voldemort e o Senhor Hyde.
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