A presente obra é uma dissertação orientada pelo prof. Thadeu Weber, na
qual mostra-se o porquê da utilização de um método por Descartes, os
preceitos do mesmo e a relação do método com a verdade. Também fez-se um
estudo crítico-comparativo entre o Discurso do Método e as Meditações Metafísicas,
para mostrar que as obras se diferenciam segundo o objetivo de
Descartes. O método para a procura da verdade é um instrumento e meio
imprescindível, quando existem obscuridades, complexidades na resolução
de problemas. É através dele que se chega às evidências, ideias claras e
distintas. Só se tem evidência através da intuição e dedução, as duas
vias para se chegar à ciência verdadeira. São operações do entendimento
claras e distintas. Elas não precisam do método porque são anteriores a
ele, são à priori, justificadas por si próprias. Elas intervêm no método
quando é necessário. Apresenta-se os quatro preceitos do método, mas o
preceito que demonstra, que mostra como se chega à verdade é o
analítico. A descendência metodológica de Descartes é da análise dos
antigos geômetras e da álgebra dos modernos. O que o autor quer é
evidência, e a primeira a que chegou foi o Cogito. Este foi obtido pelo
método. É a primeira verdade clara e distinta. A partir de então todas
as outras verdades emergem do Cogito. Segundo Descartes, o conhecimento
vai do subjetivo ao objetivo, Deus, mas defende-se que quem fundamenta o
Cogito é Deus.
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