A Biblioteca Nacional não é somente um museu de livros, mas sim um
centro de conhecimentos e o repositório da produção intelectual do
Brasil. Considerada pela Unesco uma das dez maiores bibliotecas
nacionais do mundo, tem como missão coletar, registrar, preservar e dar
acesso a um diversificado universo de produções e registros de relevante
valor histórico, literário, científico e artístico. A BN atua de forma
proativa, visando fomentar o estudo e a pesquisa em seu monumental e
precioso acervo. Atende por mês, em média, a 4 mil usuários presenciais,
1,27 milhão de consultas aos catálogos em linha e 44 mil consultas à BN
Digital. Em razão de sua importância para a sociedade, a preservação
sustentável de tal acervo constitui atividade primordial da Biblioteca e
consequente garantia de acesso pelas futuras gerações. O crescimento contínuo do acervo bibliográfico e documental e também o
crescimento da demanda por acesso representam um desafio significativo à
função preliminar da BN: a preservação deste mesmo acervo.
Acrescentem-se a isso os estresses ambientais (mudanças climáticas) e
antropogênicos (poluição, vandalismo, furtos), igualmente crescentes, a
que o acervo e outros bens patrimoniais da instituição estão expostos. Nesse contexto, faz-se necessário desenvolver um plano de salvaguarda
e emergência para garantir a preservação e o uso sustentáveis do
patrimônio cultural da instituição. O gerenciamento de riscos,
recentemente introduzido na gestão do patrimônio, é ferramenta eficaz
para a estruturação e implementação desse plano. A partir de uma
avaliação abrangente e sistemática de todos os riscos para o patrimônio
(desde emergências até riscos crônicos), pode-se estabelecer prioridades
para ação e alocação de recursos, orientando as tomadas de decisão
sobre preservação.
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